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domingo, 12 de junho de 2011

Sobre corações;



Sentimento. Taquicardia. Rosas. Chocolates. Vinho Tinto. Suor frio nas mãos. Olhares. Paixão. Beijo. Abraço. Inverno. Música. Afago. Perfume. Sonhos. Realidade.
"Você é o meu sonho, o amor da minha vida. Que Deus permita que eu viva tudo novamente."
em suma...
Dia dos Namorados.

Esta postagem é dedicada à todos os corações apaixonados, à todo o amor, à tudo de maravilhoso que houver nesta vida.


sexta-feira, 13 de maio de 2011

Água Viva



A visão de uma medusa, um delicado domo transparente de cristal pulsando, sugeriu-me de forma irresistível que a vida é água organizada.
Jacques Cousteau

domingo, 17 de abril de 2011

Tiros em Columbine - 12 anos.

Com a tragédia em Realengo, o mundo lembrou do que aconteceu em Columbine, no estado do Colorado. Eu nunca tinha me interessado sobre o assunto, mesmo porque, na época eu ainda nem tinha completado 6 anos de idade. Entretanto, a minha paixão pela ciência do comportamento veio à tona nesta última semana, e no domingo assisti o documentário Tiros em Columbine, de Michael Moore, indicado por um dos meus professores de português.
Em pr
imeiro lugar, o documentário é ótimo, muito bem feito. Quem conhece os trabalhos de Moore sabe do que estou falando. Depois, a abordagem é clara. Faz menção ao massacre sim (se é que posso me referir como 'massacre'. Sensacionalista demais), mas não fica tentando explicá-lo por teorias da conspiração que na maioria das vezes não faz sentido, mas mostra as possíveis causas.
Nas aulas de redação, aprendi que o fato é mais importante que opinião, pois isso qualquer idiota tem. Fato não. É uma base sólida, muito mais concreta, e é pelos fatos que o documentário repercutiu tão bem.
Todos sabemos como a mídia estadunidense funciona. As pessoas são controladas pelo medo. Medo de morrer por abelhas que nunca chegaram, de uma bomba cair em cima da sua casa, e pasme, de parecer um deficiente mental. De verdade, chega a dar nojo. O medo emburrece, te coloca um cabresto.
Mas, voltando à Columbine, como era de se esperar, várias teorias foram fundamen
tadas. Depois que algo assim acontece, a televisão, filmes e games violentos, e música viram os grandes culpados. Porque sim, é MUITO mais fácil culpar culpar o Marylin Manson por influenciar os garotos do que olhar para o próprio governo, que a décadas é responsável por ditaduras e para a venda liberada de armas e munição. Dylan e Eric compraram as balas em um hiper mercado chamado K-Mart. O video dele está aqui.
Eu não pesquisei mais sobre os garotos. Mas, o que eu vi em videos gravados por eles foi, de um lado, um comportamento calmo proferindo ameaças. De outro, transparente, a raiva visível. Há quem diga que no fim das contas são vítimas. Eu não vou afirmar nada, pois não pesquisei o suficiente, e não sei se terei tempo para aprofundar esse assunto.Mas o que eu sei é que procuraram evidências e razões em coisas que pouco tem a ver. Após isso, se tornou muito mais cômodo fazer como os alemães fazem quando questinados sobre o nazismo: ignorar. Columbine virou sinônimo de vergonha.
Mas sentir vergonha e esquecer não resolve. Temos que evitar que coisas assim se repitam.

Columbine - r.i.p.

  • Rachel Scott;
  • Dan Rohrbough;
  • Kyle Velasquez;
  • Steven Curnow;
  • Cassie Bernall;
  • Isaiah Shoels;
  • Matthew Ketcher;
  • Lauren Townsend;
  • John Tomlin;
  • Kelly Fleming;
  • Corey Depooter
  • Daniel Mauser;
  • Dave Sanders;
  • John Tomlin.
Dylan Klebold e Eric Harris.
Cabe à você julgá-los.

PS: não sei porquê, a data aparece como 17\04. No entanto, postei hoje, 20\4, propositalmente. Blogspot fail.

PS 2: esta postagem sofreu modificações. Escrevi algumas incoerências, e por isso achei melhor modificar aqui. You live, you learn.













sábado, 5 de março de 2011

Avenida Paulista

Este blog não possui o mesmo renome de uma Veja ou IstoÉ. Na verdade, o objetivo não é, e nunca foi, ser como uma dessas revistas. Logo, não vou premiar ninguém por aqui. Este é mais um blog de opinião, e hoje falo de algo que me encantou, como poucas coisas me encantam.
Semana passada, fui com a minha família em um lugar chamado Avenida Paulista, em Curitiba-PR. Com toda a minha sinceridade, posso dizer que são poucos os ambientes que fazem com que eu me sinta bem, confortável.
Mas, o quesito ambiente se torna ínfimo perto do quesito culinário, digamos assim. Comida de verdade, com sabor, com paixão! Desde os aperitivos, bem pensados - e sobretudo bem feitos, a pizza em si, a vivacidade dos temperos me remeteu ao fogo, paixão, ânimo, vontade, essas coisas todas que sentimos em algum momento da vida. O trabalho de combinação de nuances parece ter sido detalhadamente trabalhado, tal como escritores que passam anos escrevendo complicado, para que se consiga escrever simples. Enfim, é difícil descrever toda a sinestesia, tudo o que uma boa comida desencadeia. Porque sim, comer bem é um prazer imenso.
Entretanto, este post só fica completo quando se fala do atendimento. Fomos muito bem atendidos, de um jeito que a muito tempo não éramos. Isso quebrou toda a sensação que eu tinha em relação à Curitiba, que era uma cidade, em termos, gelada, se é que me entende. Em especial, gostaria de agradecer especialmente ao garçom que nos atendeu, que se chama Marcos.
Marcos, eu e minha família te agradecemos IMENSAMENTE pela sua dedicação para conosco; te mandamos as nossas verdadeiras saudações catarinenses, e em especial toda a sua atenção que destinou à nós. Obrigada por ceder, gentilmente, o cartão do restaurante.
Esta postagem é, de certa forma, uma indicação. Se tiver oportunidade, vá lá. Se estiver com vontade de saborear uma comida com vivacidade, vá para lá. Vai gostar, garanto.
Mas depois disso tudo, tenho uma certeza: quero voltar lá para celebrar, com a minha família, meus amigos e as pessoas que eu gosto, os grandes momentos da minha vida, dos quais eu estou trabalhando para que aconteçam. Afinal de contas, eu não morro sem experimentar a Pizza de Rosas de sobremesa (:

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Eu Quero Tanto


Me diga o que eu posso fazer, me diga se há ainda algo a dizer, se a esperança existe ou não, se tem alguma luz no fundo da escuridão. Sinto que estou perdido no meio da multidão; eu quero me encontrar, saber pra onde ir...
O que será da gente? Eu quero tanto, eu quero muito te abraçar e tocar seu rosto agora; te abraçar, por favor, não vá embora, espera até o sol nascer, não quero ficar sem você.
Será que tudo foi em vão? será que não passou de ilusão? Eu vou lutar pra conseguir, movendo montanhas sem nunca desistir.
Vou caminhar sobre as águas do mar, voar no céu azul do seu olhar...
(...)

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Canonização Desmedida

Eu sempre achei que todo fanatismo é idiota, pois deixa de ser uma relação pessoal de amor para ser uma obsesão inútil e perigosa. Nesta semana, o Ronaldo, aquele cara que fechou contrato de 400 mil mensais + patrocínio, que até um tempo atrás era considerado por muitos mais um jogador de joelhos destruídos, passou a ser um semi deus, em suma, um exemplo a ser levado em frente, mesmo tendo deixado a namorada grávida em casa pra sair com três travestis, e só depois de três horas descobrir que eram homens. Não vou me ater muito nisso, pois para mim ele não soube quando parar, simplesmente. Mas o ponto que quero chegar é o fato de ele ter se blindado da forma mais indigna possível. Afinal de contas, ninguém vai ser detonado se levar os filhos na coletiva, não é?
O problema é que ao que parece, a população acreditou que ele tem hipotireoidismo, que é uma disfunção que é, na maioria dos casos, identificada desde a infância, sendo que o tratamento é feito com Tiroxina, da qual não está na lista das substâncias que acusam dopping. Se for assim, é melhor demitir toda a equipe médica do Corinthians. O pior é ver o quanto ele estava desconfortável ao falar aquilo; mas pior ainda é saber que tem gente que aceita, que canoniza, e que defende acima de tudo e todo mundo.
Outra coisa que não me agrada nada, é a blindagem social que certos líderes políticos do PT conseguiram. É verdade, a nossa economia vai muito bem, obrigada, mas e o resto? o Governo do Rio de Janeiro liberou 3 milhões para as escolas de samba recuperarem o prejuízo, enquanto tem pessoas que ainda estão passando dificuldades em decorrência das chuvas. Eu sei, o forte do Rio é o turismo, e este vai ser explorado nesta época do ano, mas liberar essa grana forte pra carnavalesco comprar pena de pavão pra enfeitar a primeira vagabunda que aparecer pra desfilar, me soa como uma profunda falta de respeito pelo trabalhador que paga seus impostos e espera retornos sérios.
Na última crise, nós escapamos com poucos ferimentos, pois o consumo foi estimulado. O IPI de eletrodomésticos e automóveis caiu muito, o que permitiu que muita gente pudesse comprar um carro. Não digo que isso não é bom; não digo que não gostaria de ter um carro 0km na garagem; mas digo que é INSUFICIENTE. Não é a geladeira, não é a tv lcd, não é o carro novo que vai dar uma educação melhor ao país. Assim como eu ouvi em uma palestra de desenvolvimento regional, a caneta, por exemplo, é uma invenção genial. Mas, no fim de tudo, a única coisa que vai contar é o que você escreveu com ela. Portanto, vamos parar com essa coisa de achar que está tudo lindo e maravilhoso, porque não está. Ainda tem muito a ser resolvido, e é cedo demais pra cantar vitória assim. Muito já foi feito, muito já foi levantado, é verdade, mas não é o bastante.
Humanos erram, e erram feio. Reconhecer os pontos positivos, sim. Endeusar, não. Além de tudo, é tosco. Fica a dica ;)

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Indicações: Cisne Negro

Ontem, enquanto visitava algumas páginas, lembrei que uma amiga minha havia comentado que queria assistir esse filme, e que a algumas semanas atrás vi muitos sites falando sobre ele. Resolvi procurar o trailer, que me encantou de imediato, me trazendo uma curiosidade enorme. Baixei o filme ontem mesmo, com o som e a imagem perfeitos, além de legendado.
Durante o filme, um turbilhão de emoções passou por mim. Eu pensei que esse filme seria o próximo Frida, que me deixou mal por duas semanas, pois senti que assim como o sofrimento de Frida escorreu para mim, o sentimento de Nina também escorreria, me deixando igua
lmente mal.
Mas para a minha surpresa, não foi o caso. Embora durante o filme se tenha emoções adversas, é impossível chegar ao final e gostar "mais ou menos" - ou você ama, ou odeia. E eu amei.
Para começo, eu adoro a Natalie Portman. Se ela não ganhar o Oscar de melhor atriz por esse filme, ou semelhante, desacredito que existe gente com sensibilidade. Assisti esses dias A Rede Social (do qual falarei ainda), e eu achei que de fato ganharia. E pode ganhar, mas como Cisne Negro foi indicado, será difícil decidir entre o Facebook e o Lago dos Cisnes.
Outra coisa que gosto em filmes é o jogo de cores, luzes, e fotografia, sobretudo. Tem muitos cartazes disponíveis na internet, e confesso que foi muito difícil escolher um para ilustrar este post, pois todos são magníficos. Fui por aquele que achei que poderia expressar melhor o filme, no geral.
Para quem acha que esse é só mais um filme sobre balé, deixe seus preconceitos do lado de fora e assista. A aflição quanto à cobrança de ser perfeita, a melhor, a pressão natural de grandes empreendimentos e a negatividade dos outros, e o modo que isso afeta a protagonista são reais. Acredito que todos passamos por isso, independente da intensidade. No meu caso, por exemplo, em situações de stress a minha pele dá sinais nítidos de que algo está errado. Todo mundo tem seus sinais, só é preciso saber ouví-los, antes que seja tarde. O que passa com Nina é uma passagem que fica evidente quando ela fala "She's gone!". É uma prova de fogo, que a faz ver coisas que não existem.
Pelo o que eu vi, só para o Oscar está indicado em 5 categorias: Melhor Filme, Melhor Direção, Melhor Atriz, Melhor Fotografia e Melhor Edição; para o Globo de Ouro, 4: Melhor Filme, Melhor Atriz (que Natalie Portman já ganhou), Melhor Direção e Melhor Atriz Coadjuvante; para o SAG Awards, 3: Melhor Atriz (ganhou também), Melhor Atriz Coadjuvante e Melhor Direção e para o BAFTA Awards, 12 categorias: Melhor Filme, Melhor Direção, Melhor Atriz, Melhor Atriz Coadjuvante, Melhor Roteiro Original, Melhor Cinematografia, Melhor Edição, Melhor Desig de Produção, Melhor Figurino, Melhor Som, Melhores Efeitos Especiais e Melhor Cabelo e Maquiagem.
De fato, não dá pra esperar menos. Ou melhor, é impossível esperar menos. Sem dúvida, um dos melhores filmes que já assisti.