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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Flertando com o desastre: Redes Sociais

Antes de postar qualquer coisa sobre 2012, gostaria de postar aqui um texto do dia 31/01/2012 do site Desfavor, sobre a razão de não aderir a redes sociais. O texto está ótimo, e estou repassando por ter a justificativa exata de eu não ter facebook. Espero que gostem.




Normalmente as pessoas estão divididas em três grupos: aqueles que usam redes sociais, aqueles que não usam redes sociais porque não sabem e aqueles que não usam redes sociais porque não tem interesse. Porém temos exceções, como Somir e eu, entre outros poucos, os quais respeito e admiro por saber o preço que pagam: pessoas que poderiam se beneficiar de forma significativa usando redes sociais, seja no campo pessoal ou profissional, no entanto escolhem não fazê-lo em nome de bens maiores como privacidade, dignidade e consideração por aqueles que os cercam. Então, depois de ouvir pela milésima vez a pergunta do “porque vocês não usa o Facebook” ou “porque vocês não usam Twitter”, vou gastar quatro páginas respondendo, assim o próximo que perguntar já tem uma resposta montada.

Sim, tanto para fins de “Desfavor” como para nossas profissões reais, poderíamos fazer ótimos contatos e dar visibilidade aos nossos trabalhos usando redes sociais. Sim, o Twitter é uma ferramenta poderosa que te permite piadas em tempo real, contatos com pessoas que você dificilmente alcançaria ao vivo e uma enorme visibilidade do que você diz. Já pensou se a cada “Processa Eu” a gente twitasse o homenageado? Já pensou se a cada texto polêmico a gente twitasse os interessados? Seria um boom, porque nossos textos podem ser a merda que for, mas são ofensivos e despertam raiva e reações passionais.

Mas a gente não quer. Sabe porque? Porque a gente não faz texto pensando em “irritar Fulaninho”. Francamente, cagamos baldes para o que Fulaninho vai achar, se é que vai achar. Porque se Fulaninho nunca ficar sabendo (como de fato nunca ficam), não nos importamos. Fulaninho não é assim tão importante. Nem a fama. Nem que o mundo todo leia nossos textos. E, caso vocês não tenham percebido, isso é um puta elogio por vias transversas, porque com isso você tem a certeza que a única opinião que me importa é a sua. Não quero divulgar o texto para a mídia, para o Fulaninho e nem sequer para os meus amigos, meu texto é feito para VOCÊ.

Porque tem dessa. Meus amigos não conhecem o Desfavor. A República Impopular do Desfavor é altamente ofensiva. Mais cedo ou mais tarde, acabaria ofendendo alguém, que levaria para o pessoal ou encararia como uma indireta. Então, cada comentário aqui vem de gente que gosta da gente porque nos achou ao acaso, não de gente que veio aqui prestigiar o blog de um amigo. Cada comentário aqui é uma medalha, vale ouro. Não vem de dezenas de mensagens paunocuzativas “comenta lá no meu blog!”. Comenta aqui quem quer e quem acha que a gente merece um comentário, nem que seja para nos mandar para a puta que nos pariu.

Sim, a gente podia estar flertando com a fama, twitando por aí ou fazendo contatos no facebook para ver se consegue publicar alguma coisa escrita nesses três anos, porque vai, se peneirar, sai alguma coisa vendável. Mas a gente não quer pagar o preço disso. A gente SABE dos inúmeros benefícios (inclusive econômicos) que poderia ter, mas a gente NÃO QUER POR OPÇÃO. Isso entra na cabeça de alguém? Difícil. O que poderia ser mais precioso do que dinheiro e fama, não é mesmo? Algumas pessoas não entendem que não se trata de “não perceber” o que estamos perdendo e sim de perceber e escolher abrir mão disso em nome de algo que consideramos mais importante.

Para começo de conversa, nossa privacidade e por tabela a privacidade dos nossos entes queridos. Twitter tem uma falha muito grande que, se um dia for corrigida, eu até pensaria em fazer uso: qualquer pessoa do mundo pode deixar qualquer bosta ali no seu Twitter sem a sua prévia aprovação. Abrindo este canal, a gente expõe um ao outro e expõe também as pessoas que nos cercam. Expõe até pessoas que ainda não existem, como por exemplo, futuros filhos. Existem seres humanos de merda, seres humanos sem noção, seres humanos maus, seres humanos doentes e tantos outros adjetivos desagradáveis. Ter um Twitter é colocar todas estas pessoas de merda dentro da sua casa e permitir que elas falem o que querem para você, para seus pais, para seus filhos, para sua família, para seu namorado, para sua esposa, para seus colegas e para seus amigos ouvirem. É dar passe livre para que digam o que bem entenderem em público e causem o estrago que desejarem.

E não se trata de se importar com ofensas e se magoar com xingamentos de internet sobre você mesmo. Vocês sabem bem que Somir e eu não nos importamos que nos xinguem muito menos com o que pensam da gente, mas existem pessoas que se importam, sobretudo com falta de respeito. O mundo seria um lugar maravilhoso se as pessoas não se ofendessem ou se incomodassem com argumentos de internet, mas infelizmente não é assim que funciona. Sem contar que, quando há notória falta de respeito em público, dificilmente conseguiríamos ficar indiferentes um em relação ao outro.

Então, como o mundo não sou apenas eu e o meu umbigo artificialmente reconstruído, eu não troco dinheiro, notoriedade, visibilidade e até mesmo uma eventual alavancada profissional pela dignidade das pessoas que me cercam. Estou errada? Depende dos valores. No mundo atual isso com certeza é tido como falta de visão, falta de espírito empreendedor, falta de ambição e falta de competência. Mas dentro dos meus valores, é louvável. Pior para mim, que vou morrer pobre, melhor para o resto, que terá uma concorrente a menos.

Prefiro isso a um dia um parceiro meu abrir meu Twitter e ter que passar pelo mau momento de ler coisas como “estou com ciúmes” ou “te comeria fácil” ou coisa do tipo. Porque eu sei o sofrimento que isso provoca, e com o sofrimento, vem o processo de desgostar da pessoa. Prefiro isso a um dia um filho meu (que até a presente data, não pretendo ter) abrir um arquivo antigo de Twitter e ler alguém chamando a mãe dele de “filha da puta” ou coisa do tipo. Porque eu sei o quanto isso pode ser usado contra ele e o quanto pode humilhá-lo. Prefiro isso a um dia meus pais serem surpreendidos por alguma informação ou excesso de informação que possa magoá-los, porque acho babaca, ingrato e sem noção causar tanto sofrimento a pessoas queridas a troco de tão pouco.

Ninguém está seguro na internet, quem acha que um nome falso basta para proteger sua privacidade é inocente. Privacidade se protege com atitudes. Privacidade se protege com RENUNCIAS, renuncias que custam caro. Não pensem vocês que a gente não sabe o quanto poderia se beneficiar de redes sociais ou que a gente não o faz por birra, elitismo, pose ou preguiça. A gente não o faz por carinho um com o outro e com as pessoas com as quais realmente nos importamos, inclusive um com o outro.

Acho decente renunciar para poupar as pessoas de quem você gosta. Poucas pessoas são capazes disso. E vou além: mesmo que eu nunca tivesse escrito um único texto postado na internet, eu não teria Twitter. Mais por respeito do que por qualquer outra coisa, porque como mulher eu sei o quão fácil é se decepcionar ou desgostar de alguém que te expõe a uma situação constrangedora/humilhante/desrespeitosa de forma pública pela internet. Não me refiro apenas a relacionamentos amorosos, apesar de que estes são os mais afetados, me refiro a qualquer relacionamento afetivo importante para você. Se você gosta e quer preservar uma relação de afeto, carinho e respeito com alguém, saiba que o Twitter coloca isso em risco. Vale a pena correr esse risco? Não vale negar o risco, ele existe. A pergunta é: o que o Twitter te dá é assim tão bom para aceitar o risco de magoar profundamente alguém que você ama? Porque essa possibilidade está fora do seu controle, pode acontecer mesmo que você faça tudo certo.

A evasão de privacidade, a verborragia de gente que fala sem pensar, o excesso de informação, a falta de bom senso das pessoas, tudo isso coloca em risco qualquer relacionamento até a mais forte das amizades. Pode não acontecer nada? Pode, mas pode acontecer. E as pessoas das quais eu verdadeiramente gosto são importantes o suficiente para que o simples risco me faça abrir mão desta ferramenta. E se você pensa que nada de errado vai acontecer com você porque todos os seus amigos são do bem, pense duas vezes. Não necessariamente uma merda acontece por maldade. Muitas vezes é por falta de bom senso ou até mesmo por um acidente: a pessoa posta sem querer de forma pública algo que deveria ser privado. Sim, isso acontece.

Facebook, se fosse bem utilizado, seria um excelente instrumento para networking. Mas não é, é um instrumento que se presta mais alimentar o voyeurismo e/ou o masoquismo, quando não a ambos. Eu não quero que qualquer pessoa possa me encontrar e ver uma foto minha, ainda que seja apenas uma foto do avatar do meu perfil. Isso dá poder às pessoas que estão fuçando sua vida. Isso permite rastrear, localizar, ter informação.

Eu não quero estar ao alcance de todos, para algumas pessoas, na verdade, eu quero que nem ao menos saibam se eu estou viva ou morta. Sim, as pessoas são assim de deprimentes: elas fuçam para saber da vida dos outros, para saber onde estão, como estão. Minha vida não é novela, quem procurar não vai me encontrar. E acho que quem não se importa em ser localizado por qualquer pessoa no mundo e em passar informações pessoais suas para qualquer pessoa no mundo ou não tem nada a perder ou é muito inocente. Não são apenas seus amigos que olham sua rede social. Já vi muita gente se prejudicada de forma propositada de formas que nem mesmo eu com meus anos de troll poderia prever.

Vejo muitas pessoas dizendo “Eu preciso ter redes sociais para divulgar o meu trabalho”. Questão de escolha. Sempre existe um risco grande de causar mágoas a uma pessoa querida, a escolha é clara: dar um “up” no trabalho por redes sociais X o bem estar da pessoa querida. Precisar é uma palavra convenientemente escolhida. Não, a pessoa não precisa. A pessoa faz uma escolha, em detrimento do sentimento alheio. É a vaidade ou a ambição vencendo o respeito e a consideração. Faça esta escolha se quiser, cada um sabe o que é melhor para si. Só não venha tentar me convencer a fazer a mesma escolha, ou pior, tentar me convencer que não é um risco aos sentimentos das pessoas que te cercam.

É por isso que nós não temos e não pretendemos ter nem Facebook nem Twitter. Porque zelamos muito um pelo outro, porque temos um enorme carinho, respeito e consideração um pelo outro e pelas pessoas que nos cercam e nos são queridas. Nós sabemos os inúmeros benefícios de um networking em redes sociais, mas ainda assim, nós escolhemos as pessoas que nos são importantes e, acima de tudo, acreditamos que, ao contrário do que insistem em afirmar, este não é o único caminho possível para quem quer se projetar. E se for, bem, foda-se, o preço é alto demais.

Faço aqui um parêntese para falar da minha relação com o Somir. Nos conhecemos por meio de uma rede social, e ainda nela, chegamos a ter alguns atritos bastante sérios, justamente por causa de pessoas sem noção de limites. Pessoas que causaram desentendimentos, que fique claro. Gente xingando nunca nos incomodou, muito pelo contrário. Ambos gostávamos muito dos ambientes freqüentados naquela rede social e ainda assim, depois de uma série de aborrecimentos, decidimos que NÓS éramos mais importantes.

Este é o grau de comprometimento que se espera de pessoas que realmente se amam. E é graças a esse grau de comprometimento que nós temos um com o outro que estamos a caminho do quarto ano de Desfavor. Respeito e consideração não é dar ao outro o que você acha ser sinônimo de respeito e consideração e sim dar ao outro o que ELE entende como respeito e consideração. E eu sempre tive isso do Somir (e sei que sempre terei) e ele sempre teve de mim. Relações duradouras não são fruto de sorte, são fruto de renuncias. Não é a toa que chegamos juntos até aqui. Foi fruto de esforço, consideração e renúncia. E não me arrependo.

As pessoas querem construir relações de respeito e amor sem sacrifícios, ou melhor, escolhendo os sacrifícios que sejam menos penosos para elas. Não é assim que a banda toca. Redes sociais são a maior causa de estresse e mágoas em relacionamentos das pessoas que me cercam, e acredito que das pessoas em geral também. Vale a pena passar por isso? É realmente tão bom a ponto de causar sofrimento a uma pessoa com a qual você se importa e ainda assim você optar por continuar?

Vamos trazer o problema para a esfera do concreto para visualizar melhor? Imagine você que existisse um lugar para reunião de pessoas (bar, boate, qualquer coisa), onde todo tipo de pessoa freqüentasse. Todo mesmo, inclusive pessoas sem noção que darão em cima de você mesmo com seu parceiro do lado ou que tentarão te agredir sem motivo aparente. Pessoas para as quais você não terá como colocar limites antes de que um ato magoe alguém que se importa com você. Qualquer coisa pode acontecer ali. Você freqüentaria esse local diariamente, correndo o risco de que um dos freqüentadores causasse uma enorme indisposição entre você e alguém que você quer bem? Provavelmente não. Mas as pessoas o fazem no meio virtual porque sentem que ali não tem problema. Mas tem, falta de respeito não precisa ocorrer ao vivo para ser falta de respeito.

Por isso, não adianta listar os inúmeros benefícios que teríamos investindo em redes sociais. A gente sabe. E a gente já fez a nossa escolha. Prioridade: nós. Todo o resto terá que ser adaptado à nossa prioridade. Prioridade: pessoas que amamos. O que pudermos fazer sem colocar em risco as pessoas que amamos será feito, o resto não.

Se você balança um bebê na janela, só é irresponsável se ele escorregar e cair? A falta de consideração não ocorre quando dá uma merda e outra pessoa sai magoada, a falta de consideração ocorre quando você decide assumir esse risco. Pense nisso.

sábado, 5 de março de 2011

Avenida Paulista

Este blog não possui o mesmo renome de uma Veja ou IstoÉ. Na verdade, o objetivo não é, e nunca foi, ser como uma dessas revistas. Logo, não vou premiar ninguém por aqui. Este é mais um blog de opinião, e hoje falo de algo que me encantou, como poucas coisas me encantam.
Semana passada, fui com a minha família em um lugar chamado Avenida Paulista, em Curitiba-PR. Com toda a minha sinceridade, posso dizer que são poucos os ambientes que fazem com que eu me sinta bem, confortável.
Mas, o quesito ambiente se torna ínfimo perto do quesito culinário, digamos assim. Comida de verdade, com sabor, com paixão! Desde os aperitivos, bem pensados - e sobretudo bem feitos, a pizza em si, a vivacidade dos temperos me remeteu ao fogo, paixão, ânimo, vontade, essas coisas todas que sentimos em algum momento da vida. O trabalho de combinação de nuances parece ter sido detalhadamente trabalhado, tal como escritores que passam anos escrevendo complicado, para que se consiga escrever simples. Enfim, é difícil descrever toda a sinestesia, tudo o que uma boa comida desencadeia. Porque sim, comer bem é um prazer imenso.
Entretanto, este post só fica completo quando se fala do atendimento. Fomos muito bem atendidos, de um jeito que a muito tempo não éramos. Isso quebrou toda a sensação que eu tinha em relação à Curitiba, que era uma cidade, em termos, gelada, se é que me entende. Em especial, gostaria de agradecer especialmente ao garçom que nos atendeu, que se chama Marcos.
Marcos, eu e minha família te agradecemos IMENSAMENTE pela sua dedicação para conosco; te mandamos as nossas verdadeiras saudações catarinenses, e em especial toda a sua atenção que destinou à nós. Obrigada por ceder, gentilmente, o cartão do restaurante.
Esta postagem é, de certa forma, uma indicação. Se tiver oportunidade, vá lá. Se estiver com vontade de saborear uma comida com vivacidade, vá para lá. Vai gostar, garanto.
Mas depois disso tudo, tenho uma certeza: quero voltar lá para celebrar, com a minha família, meus amigos e as pessoas que eu gosto, os grandes momentos da minha vida, dos quais eu estou trabalhando para que aconteçam. Afinal de contas, eu não morro sem experimentar a Pizza de Rosas de sobremesa (:

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Indicações: Cisne Negro

Ontem, enquanto visitava algumas páginas, lembrei que uma amiga minha havia comentado que queria assistir esse filme, e que a algumas semanas atrás vi muitos sites falando sobre ele. Resolvi procurar o trailer, que me encantou de imediato, me trazendo uma curiosidade enorme. Baixei o filme ontem mesmo, com o som e a imagem perfeitos, além de legendado.
Durante o filme, um turbilhão de emoções passou por mim. Eu pensei que esse filme seria o próximo Frida, que me deixou mal por duas semanas, pois senti que assim como o sofrimento de Frida escorreu para mim, o sentimento de Nina também escorreria, me deixando igua
lmente mal.
Mas para a minha surpresa, não foi o caso. Embora durante o filme se tenha emoções adversas, é impossível chegar ao final e gostar "mais ou menos" - ou você ama, ou odeia. E eu amei.
Para começo, eu adoro a Natalie Portman. Se ela não ganhar o Oscar de melhor atriz por esse filme, ou semelhante, desacredito que existe gente com sensibilidade. Assisti esses dias A Rede Social (do qual falarei ainda), e eu achei que de fato ganharia. E pode ganhar, mas como Cisne Negro foi indicado, será difícil decidir entre o Facebook e o Lago dos Cisnes.
Outra coisa que gosto em filmes é o jogo de cores, luzes, e fotografia, sobretudo. Tem muitos cartazes disponíveis na internet, e confesso que foi muito difícil escolher um para ilustrar este post, pois todos são magníficos. Fui por aquele que achei que poderia expressar melhor o filme, no geral.
Para quem acha que esse é só mais um filme sobre balé, deixe seus preconceitos do lado de fora e assista. A aflição quanto à cobrança de ser perfeita, a melhor, a pressão natural de grandes empreendimentos e a negatividade dos outros, e o modo que isso afeta a protagonista são reais. Acredito que todos passamos por isso, independente da intensidade. No meu caso, por exemplo, em situações de stress a minha pele dá sinais nítidos de que algo está errado. Todo mundo tem seus sinais, só é preciso saber ouví-los, antes que seja tarde. O que passa com Nina é uma passagem que fica evidente quando ela fala "She's gone!". É uma prova de fogo, que a faz ver coisas que não existem.
Pelo o que eu vi, só para o Oscar está indicado em 5 categorias: Melhor Filme, Melhor Direção, Melhor Atriz, Melhor Fotografia e Melhor Edição; para o Globo de Ouro, 4: Melhor Filme, Melhor Atriz (que Natalie Portman já ganhou), Melhor Direção e Melhor Atriz Coadjuvante; para o SAG Awards, 3: Melhor Atriz (ganhou também), Melhor Atriz Coadjuvante e Melhor Direção e para o BAFTA Awards, 12 categorias: Melhor Filme, Melhor Direção, Melhor Atriz, Melhor Atriz Coadjuvante, Melhor Roteiro Original, Melhor Cinematografia, Melhor Edição, Melhor Desig de Produção, Melhor Figurino, Melhor Som, Melhores Efeitos Especiais e Melhor Cabelo e Maquiagem.
De fato, não dá pra esperar menos. Ou melhor, é impossível esperar menos. Sem dúvida, um dos melhores filmes que já assisti.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Ouvir


Pra ser sincera, eu começaria o ano no blog escrevendo sobre outra coisa, mas achei que talvez não fosse adequado. Não agora, pelo menos.
Dia desses eu ouvi, por acaso, uma música do John Mayer, chamada Gravity. Me apaixonei por ela, afinal, é do jeito que gosto. No dia seguinte fui procurar por ela, e na busca vieram 5 resultados, entre eles, de uma banda chamada Def Leppard. Ouvi a música, e as demais de um álbum denominado X, e me encantei por tudo. Enquanto escrevo isto, estou ouvindo a música Love Bites, que é ótima também. Me senti como na foto que ilustra esta postagem: livre.
E é isto que espero para este ano; sensações parecidas das que sinto quando ouço Def Leppard, entre outras bandas que gosto, que são as mesmas que tenho quando estou com as pessoas que eu gosto, ou fazendo as coisas que gosto. Não sou de fazer resoluções, pular as não sei quantas ondinhas (mesmo porque, dificilmente vou para a praia) e nem de guardar as sementes de uva na carteira, mas vou fazer o possível para que este ano seja muito bom. E será.
Aliás, com tanto colorido por aí, recomendo Def Leppard. Você vai gostar, garanto ;*

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Indicação: Dois Irmãos


Quem tem irmãos sabe que quem diz que nunca brigou/bateu/espancou está mentindo. É bonito dizer que irmãos vivem em harmonia sempre, e é muito comum ver pais querendo disfarçar conflitos entre seus filhos perante à sociedade. Não digo que é impossível haver irmãos que se dão bem um com o outro, mas todos sabemos que em ao menos um momento algo sai errado.
Este livro de Milton Hatoum trata a relação entre dois irmãos, gêmeos, Omar e Yaqub. Um deles, inteligente e esforçado, especialmente em ciências exatas. O outro, apaixonado pela vida boêmia presente em Manaus, rei dos clubes e dos carnavais.
Um deles passa um tempo exilado no Líbano, e ao voltar, se antes era quieto, tornara-se fechado para o mundo exterior, buscando refúgio nos números, sendo atormentado pelo outro irmão, como se fosse um animal selvagem que foi domesticado.
Este romance te faz pensar em questões familiares, naqueles pózinhos que são mandados para baixo do tapete, mas que com os anos viram conflitos sérios, convertidos em catástrofes. Tal como Dom Casmurro que lança o eterno enigma do qual Capitu traiu ou não Bentinho, este livro te faz pensar em quem é o verdadeiro culpado, já que os fins justificam os meios. Este livro é a personificação da máxima que o pior cego é aquele que não quer ver, e talvez seja isso que o torne tão bom. É uma estória que te prende, onde tudo tem coesão e nada é ao acaso - Assim como a vida.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Indicações: O Filho Eterno


Eu confesso, este livro me surpreendeu. Assim como eu disse várias vezes, à princípio, eu não o leria caso não precisasse, - é, é um dos livros para o vestibular - entretanto, devorei quase 130 páginas hoje, tanto que já o terminei.
Ele trata, basicamente, de um homem que fracassa como escritor, e quando seu filho nasce, possui a trissômia do cromossomo 21 - ou Síndrome de Down, como preferir. Quando li isto nas abas, pensei: "Pronto, mais uma daquelas estórias cheias de lições de vida, exemplos de superação e como ser politicamente correto em 5 dias."
Mas, não foi bem assim. Cristovão Tezza criou um universo cheio de incertezas, com a sensação de que algo deu errado no meio do caminho, em que, querendo ou não, é preciso achar um culpado para tudo aquilo, como ele mesmo diz, um altar para o qual possa se esconder, nem que esse altar seja edificado sobre o filho. É uma radiografia sensível, sem aquela pretenção em agradar o leitor, mas sim em mostrar as coisas como elas são, sem rodeios, mas ao mesmo tempo, sem tirar a sutileza dos gestos.
A linguagem é outro ponto interessante; percebe-se claramente analogias a escritores famosos, repúblicas (como a de Weimar, em uma passagem bem sacada) e sistemas políticos, clássicos do cinema e paralelos pensados e repensados. Em suma, não é um livro popular, pois foi milimetricamente calculado e avaliado.
Este livro recebeu vários prêmios, entre eles o de melhor livro de 2008, e o que mais me orgulha é que é de um escritor catarinense.
Enfim, é um ótimo livro, espero ter oportunidade de reler e de tê-lo em minha prateleira, e com isso, concluo a minha indicação.