Pesquisar este blog

Mostrando postagens com marcador Problemas e Possíveis Soluções. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Problemas e Possíveis Soluções. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Sobre bullying

   A denominação "bárbaro" que os romanos usavam para identificar os povos germânicos, muito além do modo de vida e estruturas sociais desses povos, era essencialmente ideológico. Desse meio, posteriormente, vieram demais rotulações que reforçavam um preconceito explícito contra outrem, como aconteceu na Alemanha nazista ou na América Latina durante a "colonização" espanhola.
   O bullying não deve ser encarado como mera brincadeira ou agressão inocente - se é que existe isso - mas como forma de intolerância, na qual existe um preconceito velado. As agressões são apenas a ponta de um iceberg que flutua em um oceano de convenções sociais que não encontram apoio na realidade. Uma vez que esse fenômeno social, infelizmente, não se restringe ao âmbito escolar, traz o comprometimento da vida em sociedade, em atitudes que não visam o bem estar coletivo, mas apenas o bem estar individual.
   Combater o bullying extrapola a barreira do "politicamente correto" tão em voga nos nossos dias, mesmo porquê essa prática sempre existiu. No entanto, ir contra o bullying é o primeiro passo para trazer um pouco mais de civilidade ao meio, antes que tragédias como os episódios de Columbine e Realengo se tornem cotidianas. Embora muitos pais preparam os filhos para não serem agredidos, poucos preparam os filhos para que não se tornem agressores; mesmo a escola, fecha os olhos para comportamentos transgressores de alguns alunos, mas depois se chocam com chacinas que ocorreram dentro de escolas. A educação transforma, e cidadãos melhores vêm de lugares saudáveis.
   Ataques pessoais  desse calíbre geram cicatrizes no indivíduo, estas, evitáveis, desde que a origem seja tratada com a seriedade necessária, em que valores coletivos preponderem efetivamente. A "barbarização" de nossas regras já ocorreu, e as mortes que o bullying trouxe são provas suficientes para que este seja tratado como um problema real.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Consumo e Cidadania - Proposta 30

A música "21 century digital boy", da banda Bad Religion, é um manifesto contra o consumismo e o que ele representa; no refrão se diz: "eu não sei como viver, mas tenho vários brinquedos".
O consumo foi necessário para a consolidação do capitalismo. O ato de comprar aquece a economia, gera empregos e seus produtos trazem conforto. O problema é o modo de fazer isso, rompendo a fronteira entre aquilo que é necessário e aquilo que é supérfluo. O relatório divulgado pela Worldwatch Institute comprova que o atual ritmo de consumo é exagerado, sendo que apenas um terço da população mundial contribui para este sobrepeso no meio ambiente. Mais que uma questão ambiental, é uma questão de cidadania, denunciando que a distribuição de renda feita de maneira justa ainda é um sonho distante. Ou seja, para o jornalista Washington Novaes, especialista em questões ambientais, esse um terço pode ser capaz de minar a qualidade de vida de todo o mundo, literalmente. Além disso, embora hoje tenhamos acesso a fontes que nos informam quais são as empresas que fazem testes em animais, pouco se sabe sobre empresas que oferecem condições minimamente dignas aos seus funcionários, a exemplo da Zara, marca de caráter internacional, denunciada por usar mão-de-obra em regime de escravidão.
Mas, afinal, será que precisamos consumir tanto? No filme "Clube da Luta", dirigido por David Fincher (o mesmo que dirigiu A Rede Social), há a frase "as coisas que você possui acabam possuindo você", no qual há o questionamento sobre aquilo que realmente é essencial para a sobrevivência. Vivemos em uma era em que somos aquilo que temos.
Em respeito aos artigos do Código de Defesa do Consumidor, bem como aqueles responsáveis pelo produto que chega até nós, poderia ser elaborado um selo assegurando que os direitos básicos dos trabalhadores estão sendo cumpridos, parecido com as "Listas Brancas", do New York Consumers League. Mas, mais do que isso, se for para comprar que seja apenas o necessário; na maioria, compramos coisas que não precisamos.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Lixo - proposta 28

Dizer que a poluição é reflexo dos tempos de modernidade é ingênuo. O ser humano sempre poluiu, em maior ou menor escala. Países desenvolvidos produzem mais lixo, descartando por vezes em outros territórios do globo como se fossem meros depósitos.
Mesmo em municípios de países em desenvolvimento como o Brasil a quantidade de lixo doméstico produzido diariamente é assustadora, sendo o destino desses resíduos a maior das preocupações: mais de 70% vai para lixões e menos de 1% passa por processos de reciclagem. Infelizmente, as pessoas que vivem em tais ambientes, em geral, viram a preocupação secundária. Os documentários "Ilha das Flores", de Jorge Furtado e o premiado "Estamira" mostram pessoas reais que mesmo com o "polegar proeminente altamente desenvolvido" vivem em ambientes hostis, reaproveitando o consumo desenfreado alheio como meio de sobrevivência.
Em contraponto, o Brasil é líder no reaproveitamento de latas de alumínio, e a taxa de reutilização de garrafas do tipo PET é respeitável. Muito dessas conquistas se devem a ONGs, projetos de livre iniciativa e catadores, que além de geração de empregos reduz o impacto ao meio ambiente. Hoje existem grupos especializados na coleta de óleo de cozinha, por exemplo, usado para a fabricação artesanal de sabão. Estima-se que 1 litro de óleo doméstico polui 1 milhão de litros de água, quantidade suficiente para 14 anos de consumo. Com a popularização de celulares e computadores, o número de lixo eletrônico produzido é grande. No Brasil existem postos de coleta especializados neste tipo de material.
Para tanto, também podemos fazer a nossa parte. Assim como empresas possuem uma política na redução de papel, podemos optar por produtos com menos embalagens. Para fazer um mundo melhor para seus habitantes e meio ambiente, podemos começar por nós mesmos.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Canonização Desmedida

Eu sempre achei que todo fanatismo é idiota, pois deixa de ser uma relação pessoal de amor para ser uma obsesão inútil e perigosa. Nesta semana, o Ronaldo, aquele cara que fechou contrato de 400 mil mensais + patrocínio, que até um tempo atrás era considerado por muitos mais um jogador de joelhos destruídos, passou a ser um semi deus, em suma, um exemplo a ser levado em frente, mesmo tendo deixado a namorada grávida em casa pra sair com três travestis, e só depois de três horas descobrir que eram homens. Não vou me ater muito nisso, pois para mim ele não soube quando parar, simplesmente. Mas o ponto que quero chegar é o fato de ele ter se blindado da forma mais indigna possível. Afinal de contas, ninguém vai ser detonado se levar os filhos na coletiva, não é?
O problema é que ao que parece, a população acreditou que ele tem hipotireoidismo, que é uma disfunção que é, na maioria dos casos, identificada desde a infância, sendo que o tratamento é feito com Tiroxina, da qual não está na lista das substâncias que acusam dopping. Se for assim, é melhor demitir toda a equipe médica do Corinthians. O pior é ver o quanto ele estava desconfortável ao falar aquilo; mas pior ainda é saber que tem gente que aceita, que canoniza, e que defende acima de tudo e todo mundo.
Outra coisa que não me agrada nada, é a blindagem social que certos líderes políticos do PT conseguiram. É verdade, a nossa economia vai muito bem, obrigada, mas e o resto? o Governo do Rio de Janeiro liberou 3 milhões para as escolas de samba recuperarem o prejuízo, enquanto tem pessoas que ainda estão passando dificuldades em decorrência das chuvas. Eu sei, o forte do Rio é o turismo, e este vai ser explorado nesta época do ano, mas liberar essa grana forte pra carnavalesco comprar pena de pavão pra enfeitar a primeira vagabunda que aparecer pra desfilar, me soa como uma profunda falta de respeito pelo trabalhador que paga seus impostos e espera retornos sérios.
Na última crise, nós escapamos com poucos ferimentos, pois o consumo foi estimulado. O IPI de eletrodomésticos e automóveis caiu muito, o que permitiu que muita gente pudesse comprar um carro. Não digo que isso não é bom; não digo que não gostaria de ter um carro 0km na garagem; mas digo que é INSUFICIENTE. Não é a geladeira, não é a tv lcd, não é o carro novo que vai dar uma educação melhor ao país. Assim como eu ouvi em uma palestra de desenvolvimento regional, a caneta, por exemplo, é uma invenção genial. Mas, no fim de tudo, a única coisa que vai contar é o que você escreveu com ela. Portanto, vamos parar com essa coisa de achar que está tudo lindo e maravilhoso, porque não está. Ainda tem muito a ser resolvido, e é cedo demais pra cantar vitória assim. Muito já foi feito, muito já foi levantado, é verdade, mas não é o bastante.
Humanos erram, e erram feio. Reconhecer os pontos positivos, sim. Endeusar, não. Além de tudo, é tosco. Fica a dica ;)

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Ninguém Muda


A vida é cheia de frustrações, e como disse o Somir, do Desfavor, cair e quebrar a cara é parte integrante da vida. Hora ou outra, você se frusta por você, por eventos isolados ou por coisas que talvez nunca irão fazer sentido em seu cotidiano; mas, sem qualquer receio, o pior é quando você se frustra com outras pessoas. Se você as conhece a algum tempo, é pior ainda.
A verdade é que ninguém muda, apesar de eu já ter visto alguns mudarem. A mudança só vem depois de muitas cabeçadas contra a parede, muito cuspo que caiu na cabeça depois de cuspir para cima, ou até mesmo depois de muitos olhos manchados de roxo. É triste, mas não dá pra levar todo mundo na 'maciota', tem gente que só aprende mesmo quando passa vergonha em público, afinal, algumas crianças só param de colocar o dedo na tomada depois do choque, não é?
Pessoas boas existem, de verdade. De boas intenções o inferno está cheio, mas cabe a cada um procurar aqueles dos quais se relaciona bem. A amizade verdadeira não acontece, simplesmente, mas é um processo, é uma construção diária. Mas claro, tudo tem a sua consequência, que nem sempre é boa (oooh rly?). Justamente por ter pessoas de confiança conosco, algumas pessoas confundem as coisas, e acham que todo mundo é legal, o que não é. Amigos de verdade temos poucos, entretanto, passamos a vida rodeados de 'colegas'.
Acabamos caindo na ilusão de que o mundo é perfeito, mesmo que a vozinha no subconsciente esteja gritando: "Perigo! Perigo!". Tapamos o sol com a peneira, no eterno devaneio de que as pessoas vão pegar mais leve conosco, que serão mais flexíveis, e rá - não são. E nunca serão. O que eu sempre digo, é o seguinte: Não dá pra esperar jogo limpo de alguém que nunca aprendeu a jogar limpo. Existem pessoas que não aprenderam nunca a viver em sociedade ou tratar as pessoas com o mínimo de respeito; são peixes em um aquário com espelhos nas laterais.
Uma vez, eu ouvi uma frase que gostei muito. Era algo como "Quem é ruim, se destrói sozinho.". Gente que age feito um idiota não demora pra atirar no próprio pé. Mas não pensem que são de todo o mal... pelo contrário, até nos ensinam algo! Ensinam o que nunca se deve fazer. Fica a dica ;)

segunda-feira, 12 de julho de 2010

'Ajuda' é o escambau

Eu sou compreensiva com muitas coisas, mas tem aquelas outras em que sou totalmente radical.
Se existe algo nesta vida que me deixa fula, é a esmola. Não consigo acreditar na hipótese de que alguém negue trabalho para quem realmente precisa. Que fique claro que, não estou me referindo a aquelas pessoas (principalmente crianças) que são obrigadas a mendigar por aí; isto, antes de ser problema do governo, é um problema grave na estrutura familiar.
Eu me refiro aqui a aquelas pessoas adultas, saudáveis e vacinadas que tem a audácia de pedir dinheiro.
Uma vez eu ouvi algo que faz todo o sentido. Quem falou, disse que é politicamente correto nós acreditarmos no sociólogo filhinho de papai, com o astra zero na garagem, que diz que "é bandido ou pedinte por falta de oportunidade". Isso não existe.
Não é com esmola que se consegue dignidade e futuro, sendo que quem garante que é para comprar comida ou por outro motivo deste calíbre? É triste, mas a maioria que pede, pede para sustentar vícios, encher a cara e consumir drogas até cair. Não sei se sou a favor de doar comida também. Trabalho não mata ninguém, pelo contrário, dignifica.
Não sejamos idiotas... se a pessoa realmente tem caráter, vai capinar, trabalhar ajudando alguém, QUALQUER COISA, mas não vai pedir.
O mais estranho é que geralmente quem vai pedir, ainda se desculpa! Desculpar-me por quê, por ser vadio? Que vá trabalhar, ganhar a vida dignamente, e não nas costas dos outros. Outra coisa que também detesto é quando falam "Pelo amor de Deus...". Eu acredito em Deus, mas acho repulsivo quando o colocam no meio, como se caso eu não "ajudar", eu vou direto para o inferno. Sinceramente? Deus também deve achar repulsivo isso. Deixemos a caridade para Ele; e vamos trabalhar direito aqui, pois eu tenho certeza de que ninguém alivia o nosso lado.
Em uma sociedade regida pela televisão, um presidente-fantoche, futebol e um ópio chamado religião, e pior, usado indevidamente visando principalmente o lucro, ser crítico é defeito. Pensem o que quiserem; se for pra ajudar alguém, darei um futuro de verdade, e não um que acabe quando secar o copo.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Linhas


Quando eu percebo algo fora da normalidade, seja um comportamento, um dogma ou até mesmo uma lei, eu me pergunto aonde está a linha que separa o certo do errado, ou se realmente existe essa moeda.
Feminismo é uma das coisas que me fazem questionar sobre. O feminismo, na ideia original, é bom, pois como todos sabem, visa direitos iguais entre homens e mulheres. Até aí, tudo bem, porque ainda existem fábricas e empresas que aplicam essa distinção de salários, por exemplo. Fora o desafio de ser mulher que hoje
é visto: Ela, linda 24 horas por dia, cuidando e educando filhos, exemplar no emprego, com tempo para o marido e amável com todo mundo.
Só que com isso, acaba-se esquecendo que a carga em cima dos homens é enorme, também. Fomos educados por um sistema em que homem bom é o macho alfa, competitivo no trabalho, que leva dinheiro pra casa e que ainda consegue segurar as pontas. As pessoas esperam sempre que os homens estejam equilibrados emocionalmente, já que se criou o paradigma que homem que é homem não chora e não tem coração.
Eu acredito que ser uma pessoa não é fácil, seja homem ou mulher. As doenças, as dificuldades e os desafios não escolhem sexo, logo, ninguém está sai totalmente ileso destas coisas que a vida nos impõe todos os dias. Se tornou fácil demais, e até divertido apontar o dedo para os outros, julgar por detalhes, como uma tentativa frustrada de achar que o outro leva uma vida pior que a sua.
Mas, voltando ao assunto central, o feminismo daria certo. DARIA. O problema é que, aonde existirem pessoas, se um sistema não for forte o suficiente para vetar toda forma de desordem, tem tudo para falir. O ideal feminista se distorceu, sendo fácil encontrar em redes sociais, relacionado a comunidades feministas, outras como "Beleza é mutilação" e afins. É quase como dizer: "Ok, você quer os seus direitos. Então fique feia, porque desse jeito você não vai convencer ninguém."
Mulheres não precisam deixar de ser mulheres para lutar por seus objetivos, assim como homens não precisam ser gays para ir contra a homofobia. Acabou aquela coisa de "Ou é médica/engenheira/qualquer coisa, ou é bonita.". Ao longo dos anos, criou-se o paradigma da feminista lésbica, desleixada e peluda, e por essas e outras, ouso dizer que é por isso que o feminismo ainda é olhado com desdém pela sociedade. Todos sabemos que as pessoas são direcionadas por imagem, e se ao invés de uma mulher de bigode berrando que o sistema é irracional, e blá blá blá, fosse colocado uma mulher minimamente arrumada, ao menos ela seria ouvida.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Como as pessoas se tornam idiotas III - Rótulos

Não sou hipócrita. Me incluo nos dois grupos: o dos rotulados e o dos que rotulam.
As pessoas distorcem fatos, e isso não é novidade para ninguém. Mas, eu não acho certo, ou melhor, não acho justo que alguém seja rotulado por ter tido o azar de nascer em uma família vazia e sem oportunidades. Vejo pessoas serem rotuladas por coisas minúsculas, que ás vezes vão de desde uma tonalidade de batom até a maneira de como expõe suas ideias. E percebam, quem atira mais pedras, sempre tem o telhado com o vidro mais frágil.
Eu sou de rotular atitudes, pois acredito que a marca do seu tênis não diz nada sobre você, já seus atos... podem depor tanto contra quanto à favor. No entanto, percebo que muita gente, não sei porque diabos, acha que a maneira como o outro se veste é mais importante que seu conhecimento, seus ideais, seus sentimentos.
A verdade é que temos aversão ao novo, ao que nos parece diferente. Talvez, em algum ponto de nossa vida, tenhamos medo de cair, de perder, de parecer ridículo perante o 'diferente'. Só que com isso, nos tornamos limitados e acorrentados, quase uma visão etnocentrica.
Rótulos existem desde sempre, e me pergunto se há algo a se fazer para combater essa praga que dizima cada vez mais nossas relações. Seria bom se todos assumissem suas fragilidades, sem medo do que o outro vai pensar, fazer o que quiser quando bem entender. Lutamos tanto por uma sociedade igualitária e continuamos alimentando esses 'distintivos'. Como eu disse no começo, não sou hipócrita, eu também rotulo, ainda que sejam atitudes. Acho que, mesmo com todo o meu lado liberal, simpatizante do anarquismo mas ao mesmo tempo simpatizante do movimento caudilho e positivista, tenho que me esforçar dia a dia para melhorar, e é claro, ter consciência de que eu não posso mudar o mundo; o que eu posso fazer é mudar o meu pensamento, minhas atitudes. Quem sabe, em um futuro não muito distante, nós percebamos o quanto essa 'rotulagem' é leviana e pequena e começamos a tomar conta de nós mesmos, e de mais ninguém.

quarta-feira, 31 de março de 2010

Quase Uma Guerra

Esse é aquele ano em que a maioria sonha a tempos: o ano da formatura.
Ontem foi a primeira das reuniões, e o fato mais comentado foi de que os pais foram mais baderneiros e mal educados que os alunos. Concordei com isso, visto que minha mãe conseguiu me estressar lá e em casa. A primeira ideia apresentada foi a de fazer a colação de grau no ginásio, e o baile em outro lugar, como uma tentativa de comparar a E.E.B. Almirante Barroso ao CC, mais conhecido como Colégio Catarinense, de Florianopolis. Até aí tudo bem, se o CC não fosse um colégio particular, em uma das cidades mais desenvolvidas do estado.
Isso não faz sentido, pois se o dinheiro é o principal problema, nós gastaríamos duas vezes com a mesma coisa. Eu entendo que tem aqueles que podem mais e aqueles que podem menos, mas para mim uma formatura bem feita deve ser realizada, por uma razão bem simples: Não é todo mundo que vai ter outra formatura na vida.

Um dos argumentos usados contra foi que, nos anos anteriores, muitos pais só souberam que o filho havia sido reprovado no dia da colação. Pois bem, se for pra pagar a 'mensalidade', vender coisas ou fazer trotes, que trate de estudar também, que honre o dinheiro. Outra coisa foi a possível proibição de bebidas alcoólicas. Droga, o filho de ninguém é obrigado a beber, só bebe se quiser. E se beber até cair, envergonhar a família ou entrar em coma alcoólico, problema dele, pois livre arbítrio serve para isso.
Todavia, preciso concordar que a reunião começou do jeito errado. Começaram falando dos gastos, sendo 10 salários mínimos para o aluguel de um dia da Affirma (R$ 5100,00) na sexta-feira e aproximadamente R$8000,00 para a banda By Brazil, que na minha opinião é uma das melhores para formatura. Porém, era evidente que os pais se assustariam e reprovariam a ideia.
Enfim, foi estressante, e é impossível argumentar com pessoas fechadas, mas foi só a primeira batalha, ainda temos uma guerra pela frente. Fora que, possivelmente acontecerá como todos os anos: a formatura do nosso jeito, no dia e no lugar que quisermos, e aqueles que eram contra dançando e curtindo junto com os formandos. I love it.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Oportunidades


Hoje tive aquele tipo de conversa que você nunca esquece, com um dos meus melhores amigos, o Marcelo. Eu comentei com ele sobre algumas inseguranças minhas, e algumas coisas das quais eu achava que poderiam não dar certo, muito embora estejam indo bem. E em meio à isso, surgiu o assunto oportunidade, e ele me disse algo como:
"Se eu fosse você, não deixaria esta oportunidade passar.
Já pensou se no correio, em meio àquela fila enorme, o caixa fosse tomar um cafézinho quando chegasse a vez de cada cliente, dizendo 'desculpe sr, mas não posso atendê-lo agora. Faz pouco tempo que atendi o último cliente, e agora eu preciso fazer uma pausa para o café.' ?"
Isso me deixou pensativa. Acho que todas as pessoas passam por situações das quais se perguntam se já é a hora de se jogar. Espero que embaixo da minha ponte, tenha alguém para me segurar.


segunda-feira, 1 de março de 2010

Como as pessoas se tornam idiotas II - Submissão


Para mim, é uma das coisas que mais minam a credibilidade de uma pessoa, independente do seu gênero, credo, idade e ideal. E se mina, ela automaticamente vira uma idiota.
O que leva alguém a aceitar tudo, de cabeça baixa, sem reinvidicar seus prováveis direitos? O texto de hoje seria sobre a prática de trotes violentos, mas então percebi que os dois temas andam de mãos dadas. Quando ouvi que um calouro levou caipirinha nos olhos por recusar a dar um beijo no pé do veterano, me orgulhei dele; ele teve coragem de encarar tal situação, ainda que o resultado tenha sido um tanto quanto... inglório. Acho que para isso, vale o que eu vi certa vez tatuado na perna de um rapaz: 'Death Before Dishonor'.
O ponto é que eu não vejo muita diferença entre a criança que todo santo dia é alvo dos colegas e daquelas pessoas que engolem sapos do chefe. A partir disso surgem patologias como bullying e Síndrome de Burnout para buscar respostas para certas coisas, entretanto, os "doentes" não se dão conta de que uma vez que outras pessoas abusam delas, parte da culpa pode ser dela mesma. Postura, jeito de falar, agir, vestir, entre outras coisas favorecem tal situação, e posso falar disso com propriedade, visto que passei por algo próximo a
os meus 11 anos. Acredito que, quando tal indivíduo toma uma postura de coitadinho, algo muito errado está acontecendo. E o mesmo perde a noção do rídiculo se deixando passar por situações degradantes, pois crê que não tem força física ou até mesmo preparo mental suficiente para não levar o desaforo para casa. Logo, viram idiotas.
O pior é que as modalidades de submissão são amplas, mas vou enumerar algumas:
  • Esposa/o que apanha do/a esposo/a;
  • Filha/o que faz todas as tarefas de casa sozinho, ainda que tenha mais irmãos para ajudar;
  • Criança que sofre 'ataques' na escola;
  • Funcionários que não desistem da função pelo dinheiro, e em troca aguentam os piores dos desaforos, sendo que ás vezes o salário nem compensa o stress;
  • Namorado/a que deixa de ver os amigos porque a/o namorada/o não deixa
  • ...
Hoje mesmo me perguntei se tais pessoas merecem meu respeito. Em meu entendimento, um sistema passa a funcionar melhor quando não existem só leis, mas também certas condutas, como auto respeito. A pessoa que não se rebela, que aceita tudo de queixo baixo e que não se defende, pode ser um santo, mas está ferindo seu auto respeito. Eu lamento, mas fere ainda que não queira. Me questiono porque algumas pessoas agem de tal modo, sendo que muitas vezes passam por frágeis, influenciáveis e até mesmo retardadas, justamente por não irem atrás de seus direitos.
Talvez, elas precisem de um bom balde de água fria para acordar e ver que tal conduta é repulsiva. Está certo, todo mundo tem seus dias de cão, mas sucumbir à isso, é no mínimo burrice, e por isso bato na tecla do auto conhecimento e auto respeito, mais uma vez. O mundo não é tão doce, as pessoas não são tão boas e nem tudo é culpa apenas do outro. Quem sabe, o mundo passe a ser um lugar melhor quando algumas pessoas não deixarem mais as outras pisarem em suas cabeças, sejam elas seus pais, namorados ou até mesmo o meio do qual vivem.


Leia também
Andam Abusando de você?
Corporativismo Feminino

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Como as pessoas se tornam idiotas I - Frustração

Assim como J.J.Rousseau, eu acredito que as pessoas nascem boas, mas a sociedade as corrompe. Mas, como se corrompe uma pessoa? Embora os pais e a família, que é o primeiro meio em que um ser humano vive influencie, são os amigos que trazem as verdadeiras mudanças. Esta teoria é da psicóloga norte americana Judith Harris. Segundo ela, em outras palavras, o máximo que você pode fazer para influenciar o seu filho a ter uma personalidade coerente, é mudá-lo de escola. Mas é John Locke (meu predileto) que diz que a mente do bebê é uma folha em branco, logo os pais devem dar bons exemplos.
O que eu sei é que todos temos uma personalidade, e que não existe uma linha que dite o que é certo ou errado, valendo o mesmo para o conceito de bonito ou feio. Porém, independente do seu temperamento, seus costumes, ou suas ideias, se você já não se frustrou, ainda vai se frustrar, infelizmente.
Mas, voltando a pergunta principal: Como se corrompe uma pessoa? ou talvez, a pergunta mais indicada seria: Como uma pessoa se frustra?
Acredito que contos de fadas são parte disso tudo. Crescemos ouvindo histórias de príncipes destemidos e princesas encantadas, herois com força sobrenatural derrotando bandidos, mas dificilmente somos estimulados a pensar sobre essas histórias, ou seus finais são destorcidos. Como disse Evandro Santo, em uma das postagens do
Ovulando , seria muito mais digno falar "Felizes Enquanto Foi Legal" do que dizer "Felizes Para Sempre", pois eu tenho certeza de que aquela garotinha não achou explicação para a separação dos pais. Frustração nº1.
Algumas pessoas dizem que sem estes eufemismos, não há infância, açucar, essas coisas. Mas esquecem de que uma noite, um mês, ou sete anos podem ser tão mágicos quanto o 'para sempre'. Lembro-me que um amigo meu mandou gravar na sua aliança e da namorada uma frase que dizia algo como "Te amo para sempre, mesmo que o 'para sempre' não exista.", e é esse o espírito da coisa!
E esta frustração não se restringe apenas ao campo amoroso. Quantas pessoas se decepcionam com a faculdade, com o novo trabalho, com as pessoas? e sei que, tudo começou com uma semente como a dos contos de fadas, redirecionado estas decepções para o campo das bebedeiras, acidentes que poderiam ser evitados, e até suicídio.
Porém, sinto que devo apresentar uma solução. Cortar de vez os contos de fadas? Jamais. Só acho que seria saudável adicionar um pouco de realismo e avaliação de riscos. Dizem que é melhor prevenir do que remediar, então talvez pequenas mudanças poupassem leitos de hospital, ombros cansados e dinheiro para remédios. Ou melhor: vamos viver a nossa história, pois só assim vamos cair e nos levantar mais fortes que antes.

Leia também:
Como se transformam homens em idiotas?
Wômito

Super Herois
Just A Place

Fonte de pesquisa: Revista Superinteressante - Outubro de 2009