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quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Esta é uma das últimas postagens de 2011. Eu não queria escrever nada com o que estou sentindo, não acho isso justo com aqueles que se preocupam em acessar o meu blog. Mas ao mesmo tempo, não quero fazer como um certo colunista da minha cidade, que se diz 'consultor de empresas', e tudo o que disse em sua coluna foram coisas abstratas sobre o novo ano. Se eu fizesse isso, estaria sendo hipócrita.
Está chovendo. Sempre ouvi que os dias de sol trazem alegria, o que é verdade. Mas pra mim, a chuva é um alívio. Eu prometi a mim mesma que tomaria um banho de chuva quando passasse no vestibular. Eu não quero chegar lá na frente, e pensar que isso foi fácil perante as novas dificuldades. Não quero pensar 'nossa, o vestibular não foi nada'. Eu quero tomar o meu banho de chuva logo.
A verdade é que vestibular não é como escola, em que se estuda e passa. No vestibular, por mais que você estude, pode ser que não dê certo. Eu sei que tem mais gente com a mesma tristeza que estou sentindo agora, eu sei disso. Eu vi essas pessoas chorando comigo, de certo modo, na igreja em um dia desses. Eu tento não pensar nisso, tento não pensar se eu passei ou não. Mas, dessa vez tudo está sendo diferente, talvez porque nesse ano estudei de verdade. Confesso que, enquanto escrevo isso, meu rosto é lavado pela minhas lágrimas, o que pra mim é um alívio. Mas, eu queria que meu rosto estivesse sendo lavado pela chuva que cai lá fora agora, que limparia todas as minhas tristezas e mágoas. E eu estaria chorando, igualmente. Mas por outro motivo.
Eu sei, todo mundo diz, que precisamos ser fortes, aguentar. Mas a dor que sinto agora é de um corte que foi feito no ano passado, mas que foi aberto novamente. Não cicatrizou.
Antes eu costumava dizer que não teria condições psicológicas para aguentar tanto tempo. Hoje eu sei que vou aguentar o tempo necessário. Eu não quero cair, eu não quero desistir.

Desculpe pelo post com esses sentimentos.
Mais do que nunca, eu espero que 2012 seja melhor. Não só pra mim, mas para todo mundo.
Eu quero tomar o meu banho de chuva logo.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Medo Líquido - fragmento

O futuro é nebuloso? Mais uma forte razão para não deixar que ele o assombre. Perigos imprevisíveis? Mais uma razão para deixá-los de lado. Até agora, tudo bem; poderia ser pior. Deixe ficar desse jeito. Não comece a se preocupar em atravessar aquela ponte antes de chegar perto dela. Talvez você nunca chegue, ou talvez ela se parta em pedaços ou se mova para outro lugar antes que isso aconteça. Portanto, por que se preocupar agora?! Melhor seguir aquela receita muito antiga: carpe diem. Em termos simples: aproveite agora, pague depois. Ou, estimulado por uma versão mais nova da sabedoria antiga, atualizada por cortesia das companhias de cartão de crédito: não deixe para depois o que se pode fazer agora.


Medo Líquido - Zygmunt Bauman

domingo, 6 de novembro de 2011

It's Probably Me II

Esta postagem fará um ano nos próximos dias. Nunca falei sobre isso aqui, mas postei ela no dia seguinte da prova da UFPR. Eu estava com medo de conferir o gabarito, medo de fracassar, de cair. Mas ainda assim, conferi. É claro, eu sabia que não iria para a segunda fase, mas assim mesmo quis pagar pra ver.
A prova da UFPR de 2012 é daqui uma semana, e ainda me deparei com meus medos antigos. Não sei como será esse ano, mas sei que me preparei muito melhor - não existe motivo para se sentir assim. O medo é a corrente que me aprisiona na realidade, a gaiola que me impede de voar.

Eu escrevi a palavra 'medo' quatro vezes nesse pequeno texto.
Decidi não ser mais refém dele. É difícil, isso não virá de uma hora para outra, mas ainda assim não vou desistir tão facilmente.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Columbine - parte 1

Começo hoje uma série de postagens sobre o atentado em Columbine, suas repercussões e razões. Serão postados textos de natureza argumentativa, e a caixa de comentários está aberta para opiniões convergentes ou divergentes. Não prometo regularidade, mesmo porque as postagens aqui andam rareando... mas a medida do possível, postarei algo aqui.

Cassie Bernall e Rachel Scott



De todas as vítimas do massacre, elas ganharam mais notoriedade. Mais notoriedade que os próprios assassinos, diga-se de passagem, que são lembrados na maioria das vezes por influenciar outros atentados, seja no vestuário, seja nas armas, seja nos objetivos. Tirando isso, dificilmente são lembrados. Agora, Cassie e Rachel, quando se fala em Columbine, elas são lembradas por muitos quase de imediato, seja pela música do Flyleaf (que é ótima), seja pela história do 'I will say YES!'. Começaremos por isso...
Em pesquisa, encontra-se muito isso. Contam que Cassie morreu porque Eric Harris perguntou "Você acredita em Deus?' e ela disse sim. Isso repercutiu de maneira assustadora, visível quando se olha superficialmente no google. Como eu disse, a banda Flyleaf tem uma música chamada Cassie, que fala justamente disso. Esta música virou um hino, mesmo que o Flyleaf tenha outras músicas do mesmo calíbre (escute Tina e I'm so sick). O problema é que faz algum tempo que um órgão norte-americano desmentiu isso, falou que a história de Cassie é mentira, nunca aconteceu, que isso virou um mito poderoso, altamente persuasivo. Falar de uma coisa nebulosa é difícil, só quem esteve lá pode dizer se é ou não verdade. Há quem diga que Rachel passou por algo parecido, mas os relatos mais fortes são de Cassie.
Porém, isso nunca impediu de que os pais e a mídia estadunidense afirmasse com fervor que realmente aconteceu. Até o funeral de Rachel está no youtube. Os familiares (imagino) fizeram um site do qual você pode comprar livros inspirados nela. Pouco tempo depois do massacre, a mãe de Cassie escreveu um livro.
Fizeram de suas mortes um negócio, uma forma de arrecadação, talvez por uma história que é uma mentira. Além, de claro, ser munição para suas respectivas religiões, uma vez que Cassie participou de um video afirmando que viveria para Deus.
Acredito que cada um tenha sua crença (ou não). Eu tenho a minha, acredito em Deus, em Jesus Cristo, e não sou uma 'cristã não praticante'. Mas isso não vai fechar os meus olhos para isso, defender esse comércio todo por uma história que nem sei se é verdade. É incrível como muitos postam por aí 'Nossa, é história de vida!', mas que com certeza não fariam metade do que elas fizeram, isso se fizeram. Eu decidi não compartilhar de algumas opinões sobre isso, decidi não torná-las ícones, santas. Decidi ir por mim, pelo o que eu acredito, e sim, acredito sim que tais igrejas fazem uso indiscriminado de suas imagens para atrair pessoas que contribuirão com 10% de seus salários. Mas, infelizmente, não dá pra condenar uma instituição se os próprios pais promovem a venda de livros e filmes de suas filhas.


domingo, 17 de abril de 2011

Tiros em Columbine - 12 anos.

Com a tragédia em Realengo, o mundo lembrou do que aconteceu em Columbine, no estado do Colorado. Eu nunca tinha me interessado sobre o assunto, mesmo porque, na época eu ainda nem tinha completado 6 anos de idade. Entretanto, a minha paixão pela ciência do comportamento veio à tona nesta última semana, e no domingo assisti o documentário Tiros em Columbine, de Michael Moore, indicado por um dos meus professores de português.
Em pr
imeiro lugar, o documentário é ótimo, muito bem feito. Quem conhece os trabalhos de Moore sabe do que estou falando. Depois, a abordagem é clara. Faz menção ao massacre sim (se é que posso me referir como 'massacre'. Sensacionalista demais), mas não fica tentando explicá-lo por teorias da conspiração que na maioria das vezes não faz sentido, mas mostra as possíveis causas.
Nas aulas de redação, aprendi que o fato é mais importante que opinião, pois isso qualquer idiota tem. Fato não. É uma base sólida, muito mais concreta, e é pelos fatos que o documentário repercutiu tão bem.
Todos sabemos como a mídia estadunidense funciona. As pessoas são controladas pelo medo. Medo de morrer por abelhas que nunca chegaram, de uma bomba cair em cima da sua casa, e pasme, de parecer um deficiente mental. De verdade, chega a dar nojo. O medo emburrece, te coloca um cabresto.
Mas, voltando à Columbine, como era de se esperar, várias teorias foram fundamen
tadas. Depois que algo assim acontece, a televisão, filmes e games violentos, e música viram os grandes culpados. Porque sim, é MUITO mais fácil culpar culpar o Marylin Manson por influenciar os garotos do que olhar para o próprio governo, que a décadas é responsável por ditaduras e para a venda liberada de armas e munição. Dylan e Eric compraram as balas em um hiper mercado chamado K-Mart. O video dele está aqui.
Eu não pesquisei mais sobre os garotos. Mas, o que eu vi em videos gravados por eles foi, de um lado, um comportamento calmo proferindo ameaças. De outro, transparente, a raiva visível. Há quem diga que no fim das contas são vítimas. Eu não vou afirmar nada, pois não pesquisei o suficiente, e não sei se terei tempo para aprofundar esse assunto.Mas o que eu sei é que procuraram evidências e razões em coisas que pouco tem a ver. Após isso, se tornou muito mais cômodo fazer como os alemães fazem quando questinados sobre o nazismo: ignorar. Columbine virou sinônimo de vergonha.
Mas sentir vergonha e esquecer não resolve. Temos que evitar que coisas assim se repitam.

Columbine - r.i.p.

  • Rachel Scott;
  • Dan Rohrbough;
  • Kyle Velasquez;
  • Steven Curnow;
  • Cassie Bernall;
  • Isaiah Shoels;
  • Matthew Ketcher;
  • Lauren Townsend;
  • John Tomlin;
  • Kelly Fleming;
  • Corey Depooter
  • Daniel Mauser;
  • Dave Sanders;
  • John Tomlin.
Dylan Klebold e Eric Harris.
Cabe à você julgá-los.

PS: não sei porquê, a data aparece como 17\04. No entanto, postei hoje, 20\4, propositalmente. Blogspot fail.

PS 2: esta postagem sofreu modificações. Escrevi algumas incoerências, e por isso achei melhor modificar aqui. You live, you learn.













quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Canonização Desmedida

Eu sempre achei que todo fanatismo é idiota, pois deixa de ser uma relação pessoal de amor para ser uma obsesão inútil e perigosa. Nesta semana, o Ronaldo, aquele cara que fechou contrato de 400 mil mensais + patrocínio, que até um tempo atrás era considerado por muitos mais um jogador de joelhos destruídos, passou a ser um semi deus, em suma, um exemplo a ser levado em frente, mesmo tendo deixado a namorada grávida em casa pra sair com três travestis, e só depois de três horas descobrir que eram homens. Não vou me ater muito nisso, pois para mim ele não soube quando parar, simplesmente. Mas o ponto que quero chegar é o fato de ele ter se blindado da forma mais indigna possível. Afinal de contas, ninguém vai ser detonado se levar os filhos na coletiva, não é?
O problema é que ao que parece, a população acreditou que ele tem hipotireoidismo, que é uma disfunção que é, na maioria dos casos, identificada desde a infância, sendo que o tratamento é feito com Tiroxina, da qual não está na lista das substâncias que acusam dopping. Se for assim, é melhor demitir toda a equipe médica do Corinthians. O pior é ver o quanto ele estava desconfortável ao falar aquilo; mas pior ainda é saber que tem gente que aceita, que canoniza, e que defende acima de tudo e todo mundo.
Outra coisa que não me agrada nada, é a blindagem social que certos líderes políticos do PT conseguiram. É verdade, a nossa economia vai muito bem, obrigada, mas e o resto? o Governo do Rio de Janeiro liberou 3 milhões para as escolas de samba recuperarem o prejuízo, enquanto tem pessoas que ainda estão passando dificuldades em decorrência das chuvas. Eu sei, o forte do Rio é o turismo, e este vai ser explorado nesta época do ano, mas liberar essa grana forte pra carnavalesco comprar pena de pavão pra enfeitar a primeira vagabunda que aparecer pra desfilar, me soa como uma profunda falta de respeito pelo trabalhador que paga seus impostos e espera retornos sérios.
Na última crise, nós escapamos com poucos ferimentos, pois o consumo foi estimulado. O IPI de eletrodomésticos e automóveis caiu muito, o que permitiu que muita gente pudesse comprar um carro. Não digo que isso não é bom; não digo que não gostaria de ter um carro 0km na garagem; mas digo que é INSUFICIENTE. Não é a geladeira, não é a tv lcd, não é o carro novo que vai dar uma educação melhor ao país. Assim como eu ouvi em uma palestra de desenvolvimento regional, a caneta, por exemplo, é uma invenção genial. Mas, no fim de tudo, a única coisa que vai contar é o que você escreveu com ela. Portanto, vamos parar com essa coisa de achar que está tudo lindo e maravilhoso, porque não está. Ainda tem muito a ser resolvido, e é cedo demais pra cantar vitória assim. Muito já foi feito, muito já foi levantado, é verdade, mas não é o bastante.
Humanos erram, e erram feio. Reconhecer os pontos positivos, sim. Endeusar, não. Além de tudo, é tosco. Fica a dica ;)

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Agora você vê, agora não vê mais


Hoje ao abrir a página inicial do meu e-mail, reparei nas notícias, e vi que uma cronista escreveu sobre aquele cachorro que ficou famoso durante as chuvas no Rio de Janeiro, por ficar ao lado do túmulo da dona, e nisso eu me toquei de que não vi mais tantas notícias a respeito disso nos noticiários. O mesmo aconteceu com a gripe suína, a febre aftosa, a dengue, a super bactéria dos hospitais, as tensões nas Coréias, bem como outras coisas que mereciam o destaque necessário.
Será que ninguém mais percebeu de que os problemas estão aí ainda? Sabe-se lá se a super bactéria nos hospitais continua matando, ou se já foi controlada; o fato é que não se falou mais do assunto, como se o mesmo tivesse sumido magicamente, para dar lugar a outras notícias.
A imprensa não é imparcial, e sim, eles noticiam o que querem na hora que julgam conveniente. Isso não é novidade, mas sério, será que as notícias das catástrofes do Rio de Janeiro só foram noticiadas tanto assim para as demais pessoas se sentirem culpadas, em uma tentativa de promover esse sentimento punitivo nas pessoas que nada tem a ver com aquilo? Se existe culpa, é de um governo que não se preocupa no bem-estar de uma população, e por isso não controla direito o destino do lixo e não oferece lugares adequados para se viver. E nisso, entra a maldita mídia fazendo campanhas de 'Doe isso, doe aquilo', que só faltam completar com um 'doe e você vai para o céu". Honestamente, eu já pago meus impostos. Eu não tenho a obrigação de ajudar em uma coisa que é função do governo, porque eu já paguei. A população brasileira tem é que parar com esse sentimento de bom moço, porque o tiro está saindo por baixo. Nós já pagamos bem mais que o necessário para ser investido em nós mesmos, e no entanto, não é. Sinto vergonha quando penso que certas pessoas chegam ao poder porque outras pessoas ficaram reféns das malditas bolsas sociais, e não têm escolha.
E pensar que a propaganda é a alma do negócio, que o brasileiro não toma iniciativa muitas vezes porque acha que está tudo certo... Nós somos enganados todos os dias.

No livro Honoráveis Bandidos, de Palmério Dória, fala sobre o domínio do clã Sarney, e sobre um dos tripés do reinado: Comunicações. Termino esta postagem citando uma passagem bem interessante, que ilustra este post:

"Para garantir 5 anos de mandato, e não 4 como estava 'combinado', ele (José Sarney) se mancomunou com Antonio Carlos Magalhães, seu ministro das Comunicações, e a dupla distribuiu nada menos que 1.091 concessões de rádio e televisão. Destas, 165 'compraram' parlamentares; e 257 eles distribuíram na reta final da aprovação da Constituição de 1988. Não é exagero dizer que ali os coronéis plantaram seara para colher frutos por décadas a fio.

Nem é exagero debitar na conta dupla de coronéis a programação idiota e fabricante de idiotas que temos neste país, dado ao nível de 'políticos' que ganharam concessões - dispostos à imoralidade de trocar rádio e tevê por apoio a mais um ano de Sarney. São todos do mesmo saco, os responsáveis pela 'máquina de fazer doido', o jornalismo emasculado e engomadinho, a picaretagem em nome de Cristo, a cafetinagem do Filho de Deus - 'esta televisão', escreveu João Antônio, 'que vai transformando ignorantes em idiotas'.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Agulha no palheiro

Em um dos meus sábados permeados de ócio, assisti o programa "Caldeirão do Huck". Não gosto muito de tv, mas se gostasse já teria convencido o pessoal daqui de casa a fazer uma assinatura para tv à cabo. Anyway...
Passou um quadro em que o apresentador foi em uma favela conhecer um programa social relacionado ao surf. Neste projeto, há um garoto em especial que disse que seu grande sonho era surfar com o Kelly Slater. Fazendo um resumo da vida dele, o menino tem mais irmãos, entre eles um que morreu pelo tráfico de drogas, e que não tinha um refrigerador em casa. O apresentador levou o garoto para o Havaii, para surfar com aquele que foi 9 vezes o melhor do mundo, mas antes o fez prometer que ele nunca entraria para o mundo que seu irmão entrou.
Chegando lá, o apresentador conversa com Kelly, conta a história, e em resposta, ele diz que não é difícil se identificar, mas que apesar das dificuldades financeiras que ele e a família passavam, eles tinha uma geladeira, ou seja, é presumível que problemas relacionados à fome, ele nunca passou.
Após todo o suspense espontaneamente forjado (eu odeio esse tipo de coisa), o menino teve a oportunidade de conversar com o Kelly. Evidente, ele só sabia falar "What's up?" em inglês, então o apresentador entrou como intérprete. E claro, como todo bom programa de tv aberta, teve que ter a sua dose de sensacionalismo, porque não bastava o garoto viver em uma situação terrívelmente precária, sempre é preciso apelar. Com isso, o Luciano falou para o menino: "Promete para ele que você nunca entrará para o tráfico." e o menino repetiu.
O que me surpreendeu foi a resposta de Slater: "Você não tem que prometer nada à mim ou à ele, você tem que prometer à si mesmo."
Eu achei isso fantástico. Honestamente, não é à toa que ele é o melhor do mundo no surf (9 vezes!), pois suas metas não foram para os outros, foram para ele. Fora, é claro, do belo 'cala a boca' no sensacionalismo barato que o apresentador tanto queria.
Prometer certas coisas aos outros não funciona... a decisão de entrar ou não para o narcotráfico só cabe ao menino. É ele quem tem de ter cérebro na hora de escolher. E o complicado é que isso não é pra qualquer um. Infelizmente o tráfico de drogas oferece o dinheiro, e até mesmo a estrutura, que o Estado muitas vezes não oferece. É o garoto quem tem de jogar na balança dos princípios o que é prioridade.
Nós mesmos temos que nortear as nossas escolhas, os nossos rumos, sem ter de ficar eternamente agarrado à crença de que é preciso prometer tal coisa para alguém mais 'importante'. No fim das contas, vai valer quem você é, e não o que você tem ou fez.
Sinceramente? essa atitude de Slater é um exemplo a ser seguido.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Vermelho

Todas as pessoas têm sonhos, e sonhar faz parte da natureza humana. Mas infelizmente, nem todos acordamos vestindo armaduras invisíveis, e isso faz com que ao menos eu me sinta um pouco frágil em relação ao mundo, e com as coisas que eu quero. Uma vez eu disse para uma amiga, e disse ao meu namorado, que há dias em que eu me sinto como um Dom Quixote, que fica lutando contra os moinhos das aflições humanas, e parece que tudo é em vão.
Um dos meus filmes favoritos é o V de Vingança, e sempre que eu assisto, além de eu me emocionar, faz com que eu me sinta melhor e mais relaxada comigo mesma. Semana passada eu o assisti novamente, e os sentimentos foram os mesmos das outras vezes, e com isso eu conclui de que todos nós procuramos o nosso V interior, de forma que possamos nos proteger, e proteger os outros também. Eu luto todos os dias para ser um V, para que eu não perca a fé em mim mesma, principalmente.
Tem uma música do Titãs, chamada Antes de Você, e essa música traduz o filme. A primeira vez que ouvi, eu estava em Curitiba, indo fazer uma prova, e ela me acalmou muito.
O fato é que as aflições sempre estarão ali, o que muda é a consideração que damos à ela. É melhor viver, é melhor lutar. Mesmo que tenha sangue, é o SEU sangue que está ali, e só você pode vingar cada gota dele.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Sigilo

Segundo o dicionário Michaelis, a palavra 'sigilo' é de origem latina, sigillu, e é tido como segredo absoluto, mistério, discrição.
Se tudo der certo (e dará), no próximo ano alcançarei algumas de minhas metas. Como eu disse no meu segundo post, não sou uma pessoa com muitos laços familiares, e quem tem família relativamente grande, sabe do que estou falando. Adoram perguntar.
E adivinha: eu ODEIO falar dos meus planos para as pessoas por ai.
Tem certas coisas que são secretas, mas no fundo você reconhece que não são segredo absolutos. É como uma conta bancária: as pessoas sabem que você tem uma, mas elas não precisam saber quanto você movimenta lá por ano.
Sempre achei bobagem contar tudo para todo mundo. Todos temos segredos, e não há ninguém melhor que nós mesmos para avaliar quem é digno de saber. Sejam nossos pais, nossos amigos, nossa pessoa especial ou até mesmo um desconhecido, ninguém pode interferir nesse direito de escolha.
Além do mais, o mundo está infestado de pessoas negativas que querem puxar o tapete do próximo na primeira oportunidade; para essas, o importante é que saibam que estamos vivos, e nada mais.
Concluindo: conte a sua "quantia bancária" para quem é digno de saber, e não para qualquer idiota que perguntar. Cada um coloca os cadeados onde melhor convir, e fim de papo.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Ninguém Muda


A vida é cheia de frustrações, e como disse o Somir, do Desfavor, cair e quebrar a cara é parte integrante da vida. Hora ou outra, você se frusta por você, por eventos isolados ou por coisas que talvez nunca irão fazer sentido em seu cotidiano; mas, sem qualquer receio, o pior é quando você se frustra com outras pessoas. Se você as conhece a algum tempo, é pior ainda.
A verdade é que ninguém muda, apesar de eu já ter visto alguns mudarem. A mudança só vem depois de muitas cabeçadas contra a parede, muito cuspo que caiu na cabeça depois de cuspir para cima, ou até mesmo depois de muitos olhos manchados de roxo. É triste, mas não dá pra levar todo mundo na 'maciota', tem gente que só aprende mesmo quando passa vergonha em público, afinal, algumas crianças só param de colocar o dedo na tomada depois do choque, não é?
Pessoas boas existem, de verdade. De boas intenções o inferno está cheio, mas cabe a cada um procurar aqueles dos quais se relaciona bem. A amizade verdadeira não acontece, simplesmente, mas é um processo, é uma construção diária. Mas claro, tudo tem a sua consequência, que nem sempre é boa (oooh rly?). Justamente por ter pessoas de confiança conosco, algumas pessoas confundem as coisas, e acham que todo mundo é legal, o que não é. Amigos de verdade temos poucos, entretanto, passamos a vida rodeados de 'colegas'.
Acabamos caindo na ilusão de que o mundo é perfeito, mesmo que a vozinha no subconsciente esteja gritando: "Perigo! Perigo!". Tapamos o sol com a peneira, no eterno devaneio de que as pessoas vão pegar mais leve conosco, que serão mais flexíveis, e rá - não são. E nunca serão. O que eu sempre digo, é o seguinte: Não dá pra esperar jogo limpo de alguém que nunca aprendeu a jogar limpo. Existem pessoas que não aprenderam nunca a viver em sociedade ou tratar as pessoas com o mínimo de respeito; são peixes em um aquário com espelhos nas laterais.
Uma vez, eu ouvi uma frase que gostei muito. Era algo como "Quem é ruim, se destrói sozinho.". Gente que age feito um idiota não demora pra atirar no próprio pé. Mas não pensem que são de todo o mal... pelo contrário, até nos ensinam algo! Ensinam o que nunca se deve fazer. Fica a dica ;)

segunda-feira, 12 de julho de 2010

'Ajuda' é o escambau

Eu sou compreensiva com muitas coisas, mas tem aquelas outras em que sou totalmente radical.
Se existe algo nesta vida que me deixa fula, é a esmola. Não consigo acreditar na hipótese de que alguém negue trabalho para quem realmente precisa. Que fique claro que, não estou me referindo a aquelas pessoas (principalmente crianças) que são obrigadas a mendigar por aí; isto, antes de ser problema do governo, é um problema grave na estrutura familiar.
Eu me refiro aqui a aquelas pessoas adultas, saudáveis e vacinadas que tem a audácia de pedir dinheiro.
Uma vez eu ouvi algo que faz todo o sentido. Quem falou, disse que é politicamente correto nós acreditarmos no sociólogo filhinho de papai, com o astra zero na garagem, que diz que "é bandido ou pedinte por falta de oportunidade". Isso não existe.
Não é com esmola que se consegue dignidade e futuro, sendo que quem garante que é para comprar comida ou por outro motivo deste calíbre? É triste, mas a maioria que pede, pede para sustentar vícios, encher a cara e consumir drogas até cair. Não sei se sou a favor de doar comida também. Trabalho não mata ninguém, pelo contrário, dignifica.
Não sejamos idiotas... se a pessoa realmente tem caráter, vai capinar, trabalhar ajudando alguém, QUALQUER COISA, mas não vai pedir.
O mais estranho é que geralmente quem vai pedir, ainda se desculpa! Desculpar-me por quê, por ser vadio? Que vá trabalhar, ganhar a vida dignamente, e não nas costas dos outros. Outra coisa que também detesto é quando falam "Pelo amor de Deus...". Eu acredito em Deus, mas acho repulsivo quando o colocam no meio, como se caso eu não "ajudar", eu vou direto para o inferno. Sinceramente? Deus também deve achar repulsivo isso. Deixemos a caridade para Ele; e vamos trabalhar direito aqui, pois eu tenho certeza de que ninguém alivia o nosso lado.
Em uma sociedade regida pela televisão, um presidente-fantoche, futebol e um ópio chamado religião, e pior, usado indevidamente visando principalmente o lucro, ser crítico é defeito. Pensem o que quiserem; se for pra ajudar alguém, darei um futuro de verdade, e não um que acabe quando secar o copo.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Perdão para quem?


Embora a copa do mundo esteja imperando, vou falar de perdão.
O Brasil concedeu gentilmente a Cabo Verde, o perdão de uma dívida de 3,5 milhões de dólares, o que deve dar mais ou menos uns 6 milhões de reais, para mais. Fora a universidade federal no Ceará, zero, que terá 10 mil vagas, sendo 5 mil destinadas a africanos.

“O perdão da dívida já tinha sido acordado, apesar de Cabo Verde sempre ter cumprido os seus compromissos. Mas faltava regulamentá-lo e é isso que vai acontecer, permitindo a Cabo Verde ter melhores condições para obter financiamentos para projectos de desenvolvimento” no arquipélago, disse a diplomata brasileira, Maria Dulce Barros.


Nada contra os africanos e os moradores de Cabo Verde, mas tem brasileiros morrendo nos hospitais por falta de leitos adequados e aparelhos necessários. Tem pessoas que passam fome, seja de comida, seja de cultura, e as mesmas ás vezes não conseguem saciar isso. Tem famílias nas ruas, nos lixões, buscando comida ou qualquer trocado que seja, só para se manter em pé, e o nosso país perdoa uma dívida com a qual o dinheiro a ser pago poderia ser investido nestas pessoas. Até onde eu sei, um governo é do povo e para o povo, e não foi bem nisso que pensaram ao conceder este perdão.
Sra. Maria, perdoe-me, mas nós também temos projetos de desenvolvimento, nós também precisamos de dinheiro. Nós também pagamos o que emprestamos, com a diferença de que nenhum país perdoa a nossa dívida. Perdoe-me, sra. diplomata, mas nós também temos necessidades, portanto, por favor, pare de achar que o nosso país é rico, porque não é.
Acho que quem perdoa de verdade somos nós, brasileiros, que nos calamos diante disso tudo. Perdoamos ideias mirabolantes, que nunca deveriam ter saido do papel. E o pior, a maioria ainda acha bonito e aplaude em pé.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

AK - 47


A cada final de semana se torna mais díficil sair pela cidade e não sentir raiva. Não, raiva não... repulsa. A cada domingo parece que a cidade fica mais suja, e por essas e outras que eu amo o inverno: nele, as ruas ficam praticamente desertas, logo, ficam limpas, pois as pessoas começam a pensar melhor antes de sair de casa. E eu amo o inverno, anyway...
Eu não sou contra o direito de ir e vir. Não sou contra você e seus amigos saírem à noite para beber uma cerveja e dar algumas voltas nas ruas. Eu sou contra a barbárie, sou contra as pessoas saírem e de brinde emporcalharem a cidade. Já disse, não sou contra o direito de ir e vir, mas eu acho que eu também tenho o direito de sair e andar em uma cidade limpa.
Ontem, vi um rapaz comprar algo pequeno, uma bala, não sei, e jogar o papel na floreira do estabelecimento! Custava andar um pouco mais até a lixeira ou simplesmente guardar a droga do papel no bolso? Ele viu que eu vi, e ele viu a minha reação. A cara dele foi algo como "Você viu?" e a minha "Vi sim, bastardo.". Bem, a reação acabou por ser cômica, mas isso não reduz o que ele fez, por menor que tenha sido.
Esses dias ouvi que arrancaram uma árvore. É, uma fuckin' árvore! Como diz um amigo meu, talvez tenham pensado algo como "Ontem derrubamos a lixeira... o que tem em pé hoje?".
Engraçado, pois quando nós, os 'playboyzinhos do centro' começamos a criticar, quem comete tal ato vira coitado. Me chame de radical, mas pra mim configura crime contra o patrimônio público, e sim, deveriam ser punidos de maneira exemplar.

Mudando da água para o vinho, o que dizer sobre a inocência do nosso povo? É, é inocência atribuir à Canoinhas o título de 'capital da erva-mate'. É RIDÍCULO ISSO, é ridículo ostentarmos um título que não é mais nosso. Você sabia que a economia de Canoinhas gira em torno da madeira, e que erva-mate representa só 2%?
As pessoas tem que começar a entender que agricultor não é coitado, que sim, só falta vontade e que nós não comemos madeira. Um dia eu quero falar aos meus filhos que sim, Canoinhas é a capital da erva-mate, mas é preciso fazer por merecer. Hoje, enquanto eu preparava meu mate, vi que a erva era de Santa Rosa, no RS. Nada contra a cidade, até porque tenho um amigo de lá (beijo, Felipão!), mas quando eu vou ao mercado vejo uma ou duas marcas daqui, o resto é de outros lugares. E me dói dizer isso, mas a dos outros lugares é melhor.
Deveríamos fazer por merecer, subir o nível, sair da posição vergonhosa que ocupamos no ranking de desenvolvimento do estado. Deveríamos valorizar mais o que é nosso, e não mandar a NOSSA erva-mate para o Uruguai, para lá ser beneficiada e exportada para o mundo. Sabia que na Itália consomem a nossa erva com selo do Uruguai? É, sad but true.

Todavia, essas mudanças não vão acontecer da noite para o dia. É preciso colocar esses ideais nas escolas, nas famílias, devemos resgatar esse espírito aqui. A festa de Santa Cruz de Canoinhas está por vir... qual será o próximo desfavor? a mudança da nossa bandeira de uma cuia de mate por um fardo de fumo e um pé de pinus? Já disse, condeno atitudes, e não quero ver a minha cidade sucumbir assim. Eu começo por mim, e você, o que faz?


OBS: o título se refere a tal frase, que falo quando vejo tal caos no centro: "Por que eu não trouxe minha AK-47?"

quarta-feira, 31 de março de 2010

Quase Uma Guerra

Esse é aquele ano em que a maioria sonha a tempos: o ano da formatura.
Ontem foi a primeira das reuniões, e o fato mais comentado foi de que os pais foram mais baderneiros e mal educados que os alunos. Concordei com isso, visto que minha mãe conseguiu me estressar lá e em casa. A primeira ideia apresentada foi a de fazer a colação de grau no ginásio, e o baile em outro lugar, como uma tentativa de comparar a E.E.B. Almirante Barroso ao CC, mais conhecido como Colégio Catarinense, de Florianopolis. Até aí tudo bem, se o CC não fosse um colégio particular, em uma das cidades mais desenvolvidas do estado.
Isso não faz sentido, pois se o dinheiro é o principal problema, nós gastaríamos duas vezes com a mesma coisa. Eu entendo que tem aqueles que podem mais e aqueles que podem menos, mas para mim uma formatura bem feita deve ser realizada, por uma razão bem simples: Não é todo mundo que vai ter outra formatura na vida.

Um dos argumentos usados contra foi que, nos anos anteriores, muitos pais só souberam que o filho havia sido reprovado no dia da colação. Pois bem, se for pra pagar a 'mensalidade', vender coisas ou fazer trotes, que trate de estudar também, que honre o dinheiro. Outra coisa foi a possível proibição de bebidas alcoólicas. Droga, o filho de ninguém é obrigado a beber, só bebe se quiser. E se beber até cair, envergonhar a família ou entrar em coma alcoólico, problema dele, pois livre arbítrio serve para isso.
Todavia, preciso concordar que a reunião começou do jeito errado. Começaram falando dos gastos, sendo 10 salários mínimos para o aluguel de um dia da Affirma (R$ 5100,00) na sexta-feira e aproximadamente R$8000,00 para a banda By Brazil, que na minha opinião é uma das melhores para formatura. Porém, era evidente que os pais se assustariam e reprovariam a ideia.
Enfim, foi estressante, e é impossível argumentar com pessoas fechadas, mas foi só a primeira batalha, ainda temos uma guerra pela frente. Fora que, possivelmente acontecerá como todos os anos: a formatura do nosso jeito, no dia e no lugar que quisermos, e aqueles que eram contra dançando e curtindo junto com os formandos. I love it.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

"É Tudo Inveja"


Hoje de manhã, antes de sair, eu estava assistindo ao programa Mais Você, e lá estava a cantora sub celebridade Wanessa Camargo. Ela estava contando sobre a abertura dos shows da Beyonce em Florianópolis e Rio de Janeiro, e comentou que sentiu uma energia boa ao entrar no palco. No entanto, apesar da energia, ouviu um silêncio destrutivo, se é que posso chamar assim, na capital catarinense. Segundo ela, isso faz parte, e é melhor que vaia, pois esta é bem mais agressiva; mas, ela disse que ou é uma reação, ou é outra: silêncio ou gritos.

E foi aí que a bomba estourou. A apresentadora, Ana Maria Braga, ás vezes dá os seus fails, e durante esta conversa, brindou a minha manhã: falou que vaias e coisas do tipo eram fruto da inveja.

Sinceramente, eu não ouço as músicas da Wanessa Camargo desde quando Deus separou a treva da luz e viu que era bom. Mas, avaliando o layout da moça, que ela praticamente subiu pelo sobrenome, e pelas críticas que ela recebe, há algo muito errado acontecendo. Juro que, de 10 coisas que eu li sobre ela, 8 falavam mal, e não acredito que essas pessoas estejam erradas.

Será que é assim tão difícil algumas pessoas pararem um pouco, e começarem a repensar suas atitudes, seus atos, suas palavras, e ver se saem da normalidade ou não? Talvez seja difícil para alguns fazer esse 'exame de consciência', e por isso se torna mais fácil falar que um público inteiro sente inveja.
Droga, nem tudo é inveja. Aliás, no mundo das subcelebridades, é mais falta de bom senso do que qualquer coisa. Sinto vergonha alheia quando escuto alguém falando que tudo é inveja, e que eu sei que não é.

Vamos primeiro rever nossos atos e livrarmos de uma vez dessa muleta social.

Para me contar como foi o show, para me mandar uma lista dos 'invejados', ou até mesmo para falar que é tudo inveja, kamila.grohl@yahoo.com.br