Este blog não possui o mesmo renome de uma Veja ou IstoÉ. Na verdade, o objetivo não é, e nunca foi, ser como uma dessas revistas. Logo, não vou premiar ninguém por aqui. Este é mais um blog de opinião, e hoje falo de algo que me encantou, como poucas coisas me encantam.
Semana passada, fui com a minha família em um lugar chamado Avenida Paulista, em Curitiba-PR. Com toda a minha sinceridade, posso dizer que são poucos os ambientes que fazem com que eu me sinta bem, confortável.
Mas, o quesito ambiente se torna ínfimo perto do quesito culinário, digamos assim. Comida de verdade, com sabor, com paixão! Desde os aperitivos, bem pensados - e sobretudo bem feitos, a pizza em si, a vivacidade dos temperos me remeteu ao fogo, paixão, ânimo, vontade, essas coisas todas que sentimos em algum momento da vida. O trabalho de combinação de nuances parece ter sido detalhadamente trabalhado, tal como escritores que passam anos escrevendo complicado, para que se consiga escrever simples. Enfim, é difícil descrever toda a sinestesia, tudo o que uma boa comida desencadeia. Porque sim, comer bem é um prazer imenso.
Entretanto, este post só fica completo quando se fala do atendimento. Fomos muito bem atendidos, de um jeito que a muito tempo não éramos. Isso quebrou toda a sensação que eu tinha em relação à Curitiba, que era uma cidade, em termos, gelada, se é que me entende. Em especial, gostaria de agradecer especialmente ao garçom que nos atendeu, que se chama Marcos.
Marcos, eu e minha família te agradecemos IMENSAMENTE pela sua dedicação para conosco; te mandamos as nossas verdadeiras saudações catarinenses, e em especial toda a sua atenção que destinou à nós. Obrigada por ceder, gentilmente, o cartão do restaurante.
Esta postagem é, de certa forma, uma indicação. Se tiver oportunidade, vá lá. Se estiver com vontade de saborear uma comida com vivacidade, vá para lá. Vai gostar, garanto.
Mas depois disso tudo, tenho uma certeza: quero voltar lá para celebrar, com a minha família, meus amigos e as pessoas que eu gosto, os grandes momentos da minha vida, dos quais eu estou trabalhando para que aconteçam. Afinal de contas, eu não morro sem experimentar a Pizza de Rosas de sobremesa (:
Me diga o que eu posso fazer, me diga se há ainda algo a dizer, se a esperança existe ou não, se tem alguma luz no fundo da escuridão. Sinto que estou perdido no meio da multidão; eu quero me encontrar, saber pra onde ir...
O que será da gente? Eu quero tanto, eu quero muito te abraçar e tocar seu rosto agora; te abraçar, por favor, não vá embora, espera até o sol nascer, não quero ficar sem você.
Será que tudo foi em vão? será que não passou de ilusão? Eu vou lutar pra conseguir, movendo montanhas sem nunca desistir.
Vou caminhar sobre as águas do mar, voar no céu azul do seu olhar...
(...)
Eu sempre achei que todo fanatismo é idiota, pois deixa de ser uma relação pessoal de amor para ser uma obsesão inútil e perigosa. Nesta semana, o Ronaldo, aquele cara que fechou contrato de 400 mil mensais + patrocínio, que até um tempo atrás era considerado por muitos mais um jogador de joelhos destruídos, passou a ser um semi deus, em suma, um exemplo a ser levado em frente, mesmo tendo deixado a namorada grávida em casa pra sair com três travestis, e só depois de três horas descobrir que eram homens. Não vou me ater muito nisso, pois para mim ele não soube quando parar, simplesmente. Mas o ponto que quero chegar é o fato de ele ter se blindado da forma mais indigna possível. Afinal de contas, ninguém vai ser detonado se levar os filhos na coletiva, não é?
O problema é que ao que parece, a população acreditou que ele tem hipotireoidismo, que é uma disfunção que é, na maioria dos casos, identificada desde a infância, sendo que o tratamento é feito com Tiroxina, da qual não está na lista das substâncias que acusam dopping. Se for assim, é melhor demitir toda a equipe médica do Corinthians. O pior é ver o quanto ele estava desconfortável ao falar aquilo; mas pior ainda é saber que tem gente que aceita, que canoniza, e que defende acima de tudo e todo mundo.
Outra coisa que não me agrada nada, é a blindagem social que certos líderes políticos do PT conseguiram. É verdade, a nossa economia vai muito bem, obrigada, mas e o resto? o Governo do Rio de Janeiro liberou 3 milhões para as escolas de samba recuperarem o prejuízo, enquanto tem pessoas que ainda estão passando dificuldades em decorrência das chuvas. Eu sei, o forte do Rio é o turismo, e este vai ser explorado nesta época do ano, mas liberar essa grana forte pra carnavalesco comprar pena de pavão pra enfeitar a primeira vagabunda que aparecer pra desfilar, me soa como uma profunda falta de respeito pelo trabalhador que paga seus impostos e espera retornos sérios.
Na última crise, nós escapamos com poucos ferimentos, pois o consumo foi estimulado. O IPI de eletrodomésticos e automóveis caiu muito, o que permitiu que muita gente pudesse comprar um carro. Não digo que isso não é bom; não digo que não gostaria de ter um carro 0km na garagem; mas digo que é INSUFICIENTE. Não é a geladeira, não é a tv lcd, não é o carro novo que vai dar uma educação melhor ao país. Assim como eu ouvi em uma palestra de desenvolvimento regional, a caneta, por exemplo, é uma invenção genial. Mas, no fim de tudo, a única coisa que vai contar é o que você escreveu com ela. Portanto, vamos parar com essa coisa de achar que está tudo lindo e maravilhoso, porque não está. Ainda tem muito a ser resolvido, e é cedo demais pra cantar vitória assim. Muito já foi feito, muito já foi levantado, é verdade, mas não é o bastante.
Humanos erram, e erram feio. Reconhecer os pontos positivos, sim. Endeusar, não. Além de tudo, é tosco. Fica a dica ;)
Ontem, enquanto visitava algumas páginas, lembrei que uma amiga minha havia comentado que queria assistir esse filme, e que a algumas semanas atrás vi muitos sites falando sobre ele. Resolvi procurar o trailer, que me encantou de imediato, me trazendo uma curiosidade enorme. Baixei o filme ontem mesmo, com o som e a imagem perfeitos, além de legendado.
Durante o filme, um turbilhão de emoções passou por mim. Eu pensei que esse filme seria o próximo Frida, que me deixou mal por duas semanas, pois senti que assim como o sofrimento de Frida escorreu para mim, o sentimento de Nina também escorreria, me deixando igualmente mal.
Mas para a minha surpresa, não foi o caso. Embora durante o filme se tenha emoções adversas, é impossível chegar ao final e gostar "mais ou menos" - ou você ama, ou odeia. E eu amei.
Para começo, eu adoro a Natalie Portman. Se ela não ganhar o Oscar de melhor atriz por esse filme, ou semelhante, desacredito que existe gente com sensibilidade. Assisti esses dias A Rede Social (do qual falarei ainda), e eu achei que de fato ganharia. E pode ganhar, mas como Cisne Negro foi indicado, será difícil decidir entre o Facebook e o Lago dos Cisnes.
Outra coisa que gosto em filmes é o jogo de cores, luzes, e fotografia, sobretudo. Tem muitos cartazes disponíveis na internet, e confesso que foi muito difícil escolher um para ilustrar este post, pois todos são magníficos. Fui por aquele que achei que poderia expressar melhor o filme, no geral.
Para quem acha que esse é só mais um filme sobre balé, deixe seus preconceitos do lado de fora e assista. A aflição quanto à cobrança de ser perfeita, a melhor, a pressão natural de grandes empreendimentos e a negatividade dos outros, e o modo que isso afeta a protagonista são reais. Acredito que todos passamos por isso, independente da intensidade. No meu caso, por exemplo, em situações de stress a minha pele dá sinais nítidos de que algo está errado. Todo mundo tem seus sinais, só é preciso saber ouví-los, antes que seja tarde. O que passa com Nina é uma passagem que fica evidente quando ela fala "She's gone!". É uma prova de fogo, que a faz ver coisas que não existem.
Pelo o que eu vi, só para o Oscar está indicado em 5 categorias: Melhor Filme, Melhor Direção, Melhor Atriz, Melhor Fotografia e Melhor Edição; para o Globo de Ouro, 4: Melhor Filme, Melhor Atriz (que Natalie Portman já ganhou), Melhor Direção e Melhor Atriz Coadjuvante; para o SAG Awards, 3: Melhor Atriz (ganhou também), Melhor Atriz Coadjuvante e Melhor Direção e para o BAFTA Awards, 12 categorias: Melhor Filme, Melhor Direção, Melhor Atriz, Melhor Atriz Coadjuvante, Melhor Roteiro Original, Melhor Cinematografia, Melhor Edição, Melhor Desig de Produção, Melhor Figurino, Melhor Som, Melhores Efeitos Especiais e Melhor Cabelo e Maquiagem.
De fato, não dá pra esperar menos. Ou melhor, é impossível esperar menos. Sem dúvida, um dos melhores filmes que já assisti.
Confesso que nem eu pensei que chegaria a tanto. Comecei este blog, a um ano atrás, com um desabafo e agora cá estou agradecendo à você por estar aqui. É, você. Se é a sua primeira vez aqui, desejo que volte, e se você vem sempre aqui, saiba que tem o meu agradecimento mais sincero.
Todos os anos sempre tem alguém para falar "Bah, como passou rápido esse ano" ou coisa equivalente. Eu também achava isso, mas uma das coisas que levo comigo como aprendizado em escrever quase que semanalmente, é que um ano dura o tempo certo, que é um ano. Não sei se isto ficou muito claro, mas uma vez ouvi em uma itinerância, vindo de um certo mestre, do qual as pessoas chamam de Dan, que queremos fazer tudo muito rápido, mas que um dia veremos que tanto faz 1 ou 10 anos, no fim, as coisas que devem acontecer acontecem.
Fazendo uma breve retrospectiva, em um ano de blog tem saldo positivo: 20 seguidores, 53 postagens (contando com esta) e uma média de 1550 acessos, arredondando. Segundo as estatísticas do Blogger, este blog atingiu a marca de 402 visitas no mês de setembro de 2010, o post Be Clean, Be Happy foi o mais acessado, e só em janeiro 132 brasileiros clicaram o blog, além de 3 chineses e 3 norte-americanos. E eu disse apenas neste mês, pois contando a partir de maio de 2010 até janeiro de 2011, seguem os seguintes números:
- 1.315 - Brasil;
- 88 - Estados Unidos;
- 57 - Portugal;
- 20 - China;
- 6 - Vietnã;
- 3 - França;
- 3 - Rússia;
- 3 - Japão;
- 2 -Colômbia.
É ou não é de se ficar honrado? haha
Com isso, a responsabilidade muda. O nível deve subir, por excelência. Embora os números sejam modestos, para mim significam muito. Que este ano de blog se converta em combustível para os próximos.
Mais uma vez, obrigada por fazer parte disso, e por consequência, tornar isto possível.
Hoje ao abrir a página inicial do meu e-mail, reparei nas notícias, e vi que uma cronista escreveu sobre aquele cachorro que ficou famoso durante as chuvas no Rio de Janeiro, por ficar ao lado do túmulo da dona, e nisso eu me toquei de que não vi mais tantas notícias a respeito disso nos noticiários. O mesmo aconteceu com a gripe suína, a febre aftosa, a dengue, a super bactéria dos hospitais, as tensões nas Coréias, bem como outras coisas que mereciam o destaque necessário.
Será que ninguém mais percebeu de que os problemas estão aí ainda? Sabe-se lá se a super bactéria nos hospitais continua matando, ou se já foi controlada; o fato é que não se falou mais do assunto, como se o mesmo tivesse sumido magicamente, para dar lugar a outras notícias.
A imprensa não é imparcial, e sim, eles noticiam o que querem na hora que julgam conveniente. Isso não é novidade, mas sério, será que as notícias das catástrofes do Rio de Janeiro só foram noticiadas tanto assim para as demais pessoas se sentirem culpadas, em uma tentativa de promover esse sentimento punitivo nas pessoas que nada tem a ver com aquilo? Se existe culpa, é de um governo que não se preocupa no bem-estar de uma população, e por isso não controla direito o destino do lixo e não oferece lugares adequados para se viver. E nisso, entra a maldita mídia fazendo campanhas de 'Doe isso, doe aquilo', que só faltam completar com um 'doe e você vai para o céu". Honestamente, eu já pago meus impostos. Eu não tenho a obrigação de ajudar em uma coisa que é função do governo, porque eu já paguei. A população brasileira tem é que parar com esse sentimento de bom moço, porque o tiro está saindo por baixo. Nós já pagamos bem mais que o necessário para ser investido em nós mesmos, e no entanto, não é. Sinto vergonha quando penso que certas pessoas chegam ao poder porque outras pessoas ficaram reféns das malditas bolsas sociais, e não têm escolha.
E pensar que a propaganda é a alma do negócio, que o brasileiro não toma iniciativa muitas vezes porque acha que está tudo certo... Nós somos enganados todos os dias.
No livro Honoráveis Bandidos, de Palmério Dória, fala sobre o domínio do clã Sarney, e sobre um dos tripés do reinado: Comunicações. Termino esta postagem citando uma passagem bem interessante, que ilustra este post:
"Para garantir 5 anos de mandato, e não 4 como estava 'combinado', ele (José Sarney) se mancomunou com Antonio Carlos Magalhães, seu ministro das Comunicações, e a dupla distribuiu nada menos que 1.091 concessões de rádio e televisão. Destas, 165 'compraram' parlamentares; e 257 eles distribuíram na reta final da aprovação da Constituição de 1988. Não é exagero dizer que ali os coronéis plantaram seara para colher frutos por décadas a fio.
Nem é exagero debitar na conta dupla de coronéis a programação idiota e fabricante de idiotas que temos neste país, dado ao nível de 'políticos' que ganharam concessões - dispostos à imoralidade de trocar rádio e tevê por apoio a mais um ano de Sarney. São todos do mesmo saco, os responsáveis pela 'máquina de fazer doido', o jornalismo emasculado e engomadinho, a picaretagem em nome de Cristo, a cafetinagem do Filho de Deus - 'esta televisão', escreveu João Antônio, 'que vai transformando ignorantes em idiotas'.
Em um dos meus sábados permeados de ócio, assisti o programa "Caldeirão do Huck". Não gosto muito de tv, mas se gostasse já teria convencido o pessoal daqui de casa a fazer uma assinatura para tv à cabo. Anyway...
Passou um quadro em que o apresentador foi em uma favela conhecer um programa social relacionado ao surf. Neste projeto, há um garoto em especial que disse que seu grande sonho era surfar com o Kelly Slater. Fazendo um resumo da vida dele, o menino tem mais irmãos, entre eles um que morreu pelo tráfico de drogas, e que não tinha um refrigerador em casa. O apresentador levou o garoto para o Havaii, para surfar com aquele que foi 9 vezes o melhor do mundo, mas antes o fez prometer que ele nunca entraria para o mundo que seu irmão entrou.
Chegando lá, o apresentador conversa com Kelly, conta a história, e em resposta, ele diz que não é difícil se identificar, mas que apesar das dificuldades financeiras que ele e a família passavam, eles tinha uma geladeira, ou seja, é presumível que problemas relacionados à fome, ele nunca passou.
Após todo o suspense espontaneamente forjado (eu odeio esse tipo de coisa), o menino teve a oportunidade de conversar com o Kelly. Evidente, ele só sabia falar "What's up?" em inglês, então o apresentador entrou como intérprete. E claro, como todo bom programa de tv aberta, teve que ter a sua dose de sensacionalismo, porque não bastava o garoto viver em uma situação terrívelmente precária, sempre é preciso apelar. Com isso, o Luciano falou para o menino: "Promete para ele que você nunca entrará para o tráfico." e o menino repetiu.
O que me surpreendeu foi a resposta de Slater: "Você não tem que prometer nada à mim ou à ele, você tem que prometer à si mesmo."
Eu achei isso fantástico. Honestamente, não é à toa que ele é o melhor do mundo no surf (9 vezes!), pois suas metas não foram para os outros, foram para ele. Fora, é claro, do belo 'cala a boca' no sensacionalismo barato que o apresentador tanto queria.
Prometer certas coisas aos outros não funciona... a decisão de entrar ou não para o narcotráfico só cabe ao menino. É ele quem tem de ter cérebro na hora de escolher. E o complicado é que isso não é pra qualquer um. Infelizmente o tráfico de drogas oferece o dinheiro, e até mesmo a estrutura, que o Estado muitas vezes não oferece. É o garoto quem tem de jogar na balança dos princípios o que é prioridade.
Nós mesmos temos que nortear as nossas escolhas, os nossos rumos, sem ter de ficar eternamente agarrado à crença de que é preciso prometer tal coisa para alguém mais 'importante'. No fim das contas, vai valer quem você é, e não o que você tem ou fez.
Sinceramente? essa atitude de Slater é um exemplo a ser seguido.