Pesquisar este blog

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Pra te receber


Não há morte, não há sangue, nem verdades ou mentiras, apenas a tua ausência. Não há riscos, não há risos pra comparar o que eu sinto. Não há dor nem saudade além da vontade de te ter.
Se ainda estiver afim, venha correndo me encontrar, eu sempre estarei aqui de braços abertos pra te receber.
Não sei nada sobre as horas, meu tempo a tempo se perdeu, não importa se vai ser pra sempre ou se você vai me esquecer.
Se ainda estiver afim, venha correndo me encontrar, eu sempre estarei aqui de braços abertos pra te receber...

"Pra te receber" - 9 de Espadas.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Let's Rock N' Roll!






Resumindo: o nosso dia
Postagem dedicada a todos aqueles que amam verdadeiramente o que quer dizer música.
Como iria ficar enorme esse post com a foto de todas as minhas bandas preferidas, aí vai um apanhado.
Muito rock pra você ;*


segunda-feira, 12 de julho de 2010

'Ajuda' é o escambau

Eu sou compreensiva com muitas coisas, mas tem aquelas outras em que sou totalmente radical.
Se existe algo nesta vida que me deixa fula, é a esmola. Não consigo acreditar na hipótese de que alguém negue trabalho para quem realmente precisa. Que fique claro que, não estou me referindo a aquelas pessoas (principalmente crianças) que são obrigadas a mendigar por aí; isto, antes de ser problema do governo, é um problema grave na estrutura familiar.
Eu me refiro aqui a aquelas pessoas adultas, saudáveis e vacinadas que tem a audácia de pedir dinheiro.
Uma vez eu ouvi algo que faz todo o sentido. Quem falou, disse que é politicamente correto nós acreditarmos no sociólogo filhinho de papai, com o astra zero na garagem, que diz que "é bandido ou pedinte por falta de oportunidade". Isso não existe.
Não é com esmola que se consegue dignidade e futuro, sendo que quem garante que é para comprar comida ou por outro motivo deste calíbre? É triste, mas a maioria que pede, pede para sustentar vícios, encher a cara e consumir drogas até cair. Não sei se sou a favor de doar comida também. Trabalho não mata ninguém, pelo contrário, dignifica.
Não sejamos idiotas... se a pessoa realmente tem caráter, vai capinar, trabalhar ajudando alguém, QUALQUER COISA, mas não vai pedir.
O mais estranho é que geralmente quem vai pedir, ainda se desculpa! Desculpar-me por quê, por ser vadio? Que vá trabalhar, ganhar a vida dignamente, e não nas costas dos outros. Outra coisa que também detesto é quando falam "Pelo amor de Deus...". Eu acredito em Deus, mas acho repulsivo quando o colocam no meio, como se caso eu não "ajudar", eu vou direto para o inferno. Sinceramente? Deus também deve achar repulsivo isso. Deixemos a caridade para Ele; e vamos trabalhar direito aqui, pois eu tenho certeza de que ninguém alivia o nosso lado.
Em uma sociedade regida pela televisão, um presidente-fantoche, futebol e um ópio chamado religião, e pior, usado indevidamente visando principalmente o lucro, ser crítico é defeito. Pensem o que quiserem; se for pra ajudar alguém, darei um futuro de verdade, e não um que acabe quando secar o copo.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Perdão para quem?


Embora a copa do mundo esteja imperando, vou falar de perdão.
O Brasil concedeu gentilmente a Cabo Verde, o perdão de uma dívida de 3,5 milhões de dólares, o que deve dar mais ou menos uns 6 milhões de reais, para mais. Fora a universidade federal no Ceará, zero, que terá 10 mil vagas, sendo 5 mil destinadas a africanos.

“O perdão da dívida já tinha sido acordado, apesar de Cabo Verde sempre ter cumprido os seus compromissos. Mas faltava regulamentá-lo e é isso que vai acontecer, permitindo a Cabo Verde ter melhores condições para obter financiamentos para projectos de desenvolvimento” no arquipélago, disse a diplomata brasileira, Maria Dulce Barros.


Nada contra os africanos e os moradores de Cabo Verde, mas tem brasileiros morrendo nos hospitais por falta de leitos adequados e aparelhos necessários. Tem pessoas que passam fome, seja de comida, seja de cultura, e as mesmas ás vezes não conseguem saciar isso. Tem famílias nas ruas, nos lixões, buscando comida ou qualquer trocado que seja, só para se manter em pé, e o nosso país perdoa uma dívida com a qual o dinheiro a ser pago poderia ser investido nestas pessoas. Até onde eu sei, um governo é do povo e para o povo, e não foi bem nisso que pensaram ao conceder este perdão.
Sra. Maria, perdoe-me, mas nós também temos projetos de desenvolvimento, nós também precisamos de dinheiro. Nós também pagamos o que emprestamos, com a diferença de que nenhum país perdoa a nossa dívida. Perdoe-me, sra. diplomata, mas nós também temos necessidades, portanto, por favor, pare de achar que o nosso país é rico, porque não é.
Acho que quem perdoa de verdade somos nós, brasileiros, que nos calamos diante disso tudo. Perdoamos ideias mirabolantes, que nunca deveriam ter saido do papel. E o pior, a maioria ainda acha bonito e aplaude em pé.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

...and a blind girl saw the light.


Ataque japonês na base norte-americana de Pearl Harbour

É comum ouvir por aí as atrocidades da 2ª Guerra Mundial: campos de extermínio, experiências com anões, gêmeos e crianças, por Josef Mengele, e claro, a tão famigerada bomba atômica.
Desde 1945, o ano do game over, estigmas foram estabelecidos, tais como o holocausto ter virado patrimônio cultural dos judeus, norte-americanos idolatrados como deuses, pracinhas desastrados, porém corajosos e os japoneses, coitados, que morreram em segundo.
Mas, até onde vai a culpa, e de quem exatamente ela é? No caso da bomba atômica, acredito que a fabricação dela foi mais defensiva, pois a Alemanha estava se armando. Em contra-partida, a escolha das cidades e a época do ano foram friamente calculadas (coisa da qual falarei mais em outra oportunidade). O resultado, como se sabe, foi desastroso - para os japoneses. Porém, isso não exclui o que eles fizeram, e que não foi pouco. A honra deles não foi quebrada, como pensaram, mas foi melhorada com o perdão inconsciente daqueles que assistiram a tudo na arquibancada.
O Japão achou que era imbatível, pois nunca perdera alguma guerra, e que não seria esta que eles perderiam. Quando o presidente assinou a rendição, japoneses que estavam no Brasil, simplesmente diziam que você estava mentindo caso contasse, e ainda você poderia morrer sob a lâmina de uma katana. Os japoneses foram, são e serão um povo brilhante, mas toda a sua sabedoria caiu por terra quando decidiram abrir mão dos riscos, ignorando a realidade.
E a culpa? é de todos, e de ninguém. Mas, sejamos realistas para ver a glória e a lama de cada país, seus altos e baixos. E se for para amar uma nação mesmo assim, que seja racionalmente, e não passionalmente.



segunda-feira, 14 de junho de 2010

Ensaio sobre o café.

Fazia um bom tempo que eu não parava para ver os elementos simples da vida. Filha, faz um café para o pai. Tá bom, pai, tá bom.
Acabei fazendo um para mim também, só que sem açúcar. Vestibular, 1001 trabalhos, preocupação com horários, entre outras coisas, me privaram por algumas semanas desses momentos comigo e com eu mesma.
O leite fervido no fogão é diferente do leite fervido no micro-ondas. Em 30 segundos, você obtém um café para não desmaiar de fome. Em 3 ou 5 minutos, você obtém um café que te sustenta. Agora entendo aquelas pessoas que dizem tomar apenas um café pela manhã.
O café com leite fervido no fogão pulsa, diferente do café mecânico do micro-ondas. O café de fogão tem um calor que te envolve, igual abraço de mãe. E embora eu não tenha adicionado açúcar, senti um sabor adocicado na minha boca, coisa que só sinto quando sinto o sabor de um chocolate ao leite, por exemplo.
O café de micro-ondas abrevia sua manhã (ou tarde, ou noite). Primeiro porque, se você toma algo que demora 30 segundos para ficar pronto, significa que você já está sem tempo, e quer se alimentar (?) rápido. Percebi que este café tem um aroma muito mais neutro, muito mais lavado, e que não permanece quente por muito tempo, o contrário do outro. Ainda que ambos sejam preparados na mesma caneca (ou xícara, ou copo...), não são a mesma coisa.
E por isso, fiz uma decisão. Em dias de semana, vou tentar não rolar na cama por mais de 5 minutos, ainda que temperaturas negativas me esperem do lado de fora. Eu quero é tomar o meu café - com leite fervido no fogão.

sábado, 12 de junho de 2010

Especial Dia dos Namorados


Ela vivia sob o medo; sobrevivia no terror, vendo suas amigas morrerem dia a dia. Ela sonhava com algo ou alguém, que pudesse acabar com aquilo tudo. Ah, como seria lindo correr pelos campos verdes, sem medo, e ver as estrelas. Seu nome era Sabra, e era a filha do rei. Ela ouvia histórias de amores de princesas, mas sabia que estava prometida à morte; morreria nos dentes do dragão que assombrava a cidade, com seu hálito que mataria toda a população. Ela queria viver, mas não queria carregar o fardo da culpa, por ser a responsável por tantos óbitos.
Ela sonhava com ele, e nem o conhecia. Sonhava, todas as noites, em seu guerreiro, em seu soldado, no cheiro de seus cabelos, de sua armadura.

Ele guerreava. Destemido, apaixonado pela vida, vivia até a última gota. Seu nome era Jorge, o líder da tropa mais temida já vista. Jovem, inteligente, estrategista. Ele soube de Sabra, e aquilo o encantara. O mistério, quem poderia ser ela? Como ela era? nutriu um ideal, um sonho, que ele esperava sonhar. Ele não conhecia seus olhos; ele não conhecia o seu perfume, mas a amava. Nunca tinha trocado um olhar que fosse, mas pedia aos anjos protegê-la. Depois de meses de indecisão, decidiu montar acampamento sozinho, enfrentar o dragão alado, aquele que 'nem espada e nem lança o perfura'. Naquele momento, sentiu-se humano. Amou todas as pessoas da cidade, por ser o que eram, amor humano. Estava disposto a dar o sangue por aquelas pessoas, que nem conhecia. Aprendera com sua mãe a ser assim; ela, que lhe fazia tanta falta, mas que estava sempre lá.

Pois bem, ele o matou. Matou por amor, por sua Sabra, pelas pessoas. Lágrimas rolaram pelos olhos do monstro, e ele sentiu a agonia que tantas vezes fizera tantas meninas sentir. O medo de morrer, a vida passando diante dos olhos, o chamado materno, tudo aconteceu. E assim, fechou seus olhos prateados para sempre.

Apenas a paixão resistiu, porém o rei não a aceitou. Em um ato de coragem, ou talvez desespero, Sabra fugiu com Jorge, e juntos viveram uma vida linda, na Inglaterra, para todo o sempre.
Mas antes, ele sussurrou em seu ouvido: "Sem você comigo, o meu mundo não sorri. Eu te amo."
Esta é a lenda de São Jorge, da lendária imagem marcando a morte do dragão. Este quadro realmente existe, quem o produziu foi Dante Gabriel Rossetti, e chama-se O Casamento de São Jorge e Princesa Sabra. Nada mais adequado para hoje *-*