Pesquisar este blog

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Antitelejornal - Skank

Perdurar, segundo o Caldas Aulete, tem como significado durar muito, subsistir, permanecer; ser lembrado através dos séculos, permanecer na lembrança.

Que a calma perdure, que eu me mantenha calma, leve. Que as preocupações futuras se tornem pequenas perto dos objetivos, que o tempo passe devagar.
Gosto de viver assim, devagarinho, gosto de sentir o sabor das coisas. 3 anos não passam rápido. Passam o equivalente a 3 anos. Que a felicidade seja permanente, seja lá o que vá acontecer.
Para se ter coisas que nunca teve, é preciso fazer coisas que nunca se fez. E para isso, é necessário estar bem, consigo mesmo, com os outros, com o ambiente.
Esse não é um texto de auto-ajuda. Mas, a alegria que estou sentindo nos últimos dias tem me feito bem, quero compartilhar isso.

Tirar todas as pessoas das ruas. Construir casas populares. Jogar milho nas ruas, para que até os pombos possam comer algo melhor que lixo. Desejar um bom dia para estes curitibanos. Limpar as ruas. Plantar flores nas calçadas. Criar um antitelejornal. Cantar. Dançar. Aprender. Pintar os telhados de branco. Andar nas ruas amarelas de flores de ipê. Acreditar em um mundo melhor. Fazer acontecer. Doar sangue (assim que possível). Olhar nos olhos das pessoas. Promover igualdade nas minhas decisões, sentir a chuva.
Sentir a chuva.


segunda-feira, 25 de julho de 2011

Back to Black

Pois é, todo mundo foi pego de surpresa com a morte de Amy Winehouse. Não dá pra deixar isso passar, apesar de que eu não conheço muito as músicas dela. É, ela se tornou membro do Clube dos 27 (fazendo uso da postagem do Wômito).
Mas, não é isso que quero falar. Hoje ouvi uma frase do Lobão, que questionava se era melhor viver 10 anos a mil, ou mil anos a 10, sobre o Cazuza, sua morte e o modo que ele levou a vida. Isso tem muita conexão com a Amy, que estávamos acostumados a ouvir suas histórias, o que fez, o que deixou de fazer, tudo. Conheço pouco sobre ela, mas imagino o quanto deve ser pesada a pressão em cima de uma pessoa que tinha uma das melhores vozes dos últimos anos, com namoros fracassados, paixões que acabaram de modo triste, e não poder fugir da realidade direito, sempre com fotógrafos e stalkers atrás.
Mas, quanto à frase de Lobão, eu escolhi viver mil anos a 10. Eu sei, pra quem me conhece não é surpresa. Certa vez alguém me disse algo como Se estivéssemos na década de 70, eu seria um hippie e você uma yuppie. O pior é que ele estava falando sério - e é verdade.
Mas, escolho viver 1000 anos a 10 pelo sabor das coisas, por preferir viver devagar, mas de consciência tranquila. Sentir o gosto dos momentos, pra que fique eternizado na memória, e não viver como se não houvesse amanhã. Não existem certezas, existem oportunidades (V for Vendetta), e se for pra acontecer, vai acontecer, independente de data, de hora marcada.
Cada um escolhe o que é melhor pra si, e não, eu não prefiro acordar arrependida. Não julgo quem escolhe viver 10 anos a mil, mas ainda assim, prefiro ir dormir na vontade.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Columbine - parte 1

Começo hoje uma série de postagens sobre o atentado em Columbine, suas repercussões e razões. Serão postados textos de natureza argumentativa, e a caixa de comentários está aberta para opiniões convergentes ou divergentes. Não prometo regularidade, mesmo porque as postagens aqui andam rareando... mas a medida do possível, postarei algo aqui.

Cassie Bernall e Rachel Scott



De todas as vítimas do massacre, elas ganharam mais notoriedade. Mais notoriedade que os próprios assassinos, diga-se de passagem, que são lembrados na maioria das vezes por influenciar outros atentados, seja no vestuário, seja nas armas, seja nos objetivos. Tirando isso, dificilmente são lembrados. Agora, Cassie e Rachel, quando se fala em Columbine, elas são lembradas por muitos quase de imediato, seja pela música do Flyleaf (que é ótima), seja pela história do 'I will say YES!'. Começaremos por isso...
Em pesquisa, encontra-se muito isso. Contam que Cassie morreu porque Eric Harris perguntou "Você acredita em Deus?' e ela disse sim. Isso repercutiu de maneira assustadora, visível quando se olha superficialmente no google. Como eu disse, a banda Flyleaf tem uma música chamada Cassie, que fala justamente disso. Esta música virou um hino, mesmo que o Flyleaf tenha outras músicas do mesmo calíbre (escute Tina e I'm so sick). O problema é que faz algum tempo que um órgão norte-americano desmentiu isso, falou que a história de Cassie é mentira, nunca aconteceu, que isso virou um mito poderoso, altamente persuasivo. Falar de uma coisa nebulosa é difícil, só quem esteve lá pode dizer se é ou não verdade. Há quem diga que Rachel passou por algo parecido, mas os relatos mais fortes são de Cassie.
Porém, isso nunca impediu de que os pais e a mídia estadunidense afirmasse com fervor que realmente aconteceu. Até o funeral de Rachel está no youtube. Os familiares (imagino) fizeram um site do qual você pode comprar livros inspirados nela. Pouco tempo depois do massacre, a mãe de Cassie escreveu um livro.
Fizeram de suas mortes um negócio, uma forma de arrecadação, talvez por uma história que é uma mentira. Além, de claro, ser munição para suas respectivas religiões, uma vez que Cassie participou de um video afirmando que viveria para Deus.
Acredito que cada um tenha sua crença (ou não). Eu tenho a minha, acredito em Deus, em Jesus Cristo, e não sou uma 'cristã não praticante'. Mas isso não vai fechar os meus olhos para isso, defender esse comércio todo por uma história que nem sei se é verdade. É incrível como muitos postam por aí 'Nossa, é história de vida!', mas que com certeza não fariam metade do que elas fizeram, isso se fizeram. Eu decidi não compartilhar de algumas opinões sobre isso, decidi não torná-las ícones, santas. Decidi ir por mim, pelo o que eu acredito, e sim, acredito sim que tais igrejas fazem uso indiscriminado de suas imagens para atrair pessoas que contribuirão com 10% de seus salários. Mas, infelizmente, não dá pra condenar uma instituição se os próprios pais promovem a venda de livros e filmes de suas filhas.


quarta-feira, 13 de julho de 2011

Dia do Rock




Na foto:
KISS;
Dave Grohl;
Chris Cornell;
Black Crowes.

post novo nesta semana ainda

domingo, 12 de junho de 2011

Sobre corações;



Sentimento. Taquicardia. Rosas. Chocolates. Vinho Tinto. Suor frio nas mãos. Olhares. Paixão. Beijo. Abraço. Inverno. Música. Afago. Perfume. Sonhos. Realidade.
"Você é o meu sonho, o amor da minha vida. Que Deus permita que eu viva tudo novamente."
em suma...
Dia dos Namorados.

Esta postagem é dedicada à todos os corações apaixonados, à todo o amor, à tudo de maravilhoso que houver nesta vida.


sexta-feira, 13 de maio de 2011

Água Viva



A visão de uma medusa, um delicado domo transparente de cristal pulsando, sugeriu-me de forma irresistível que a vida é água organizada.
Jacques Cousteau

domingo, 17 de abril de 2011

Tiros em Columbine - 12 anos.

Com a tragédia em Realengo, o mundo lembrou do que aconteceu em Columbine, no estado do Colorado. Eu nunca tinha me interessado sobre o assunto, mesmo porque, na época eu ainda nem tinha completado 6 anos de idade. Entretanto, a minha paixão pela ciência do comportamento veio à tona nesta última semana, e no domingo assisti o documentário Tiros em Columbine, de Michael Moore, indicado por um dos meus professores de português.
Em pr
imeiro lugar, o documentário é ótimo, muito bem feito. Quem conhece os trabalhos de Moore sabe do que estou falando. Depois, a abordagem é clara. Faz menção ao massacre sim (se é que posso me referir como 'massacre'. Sensacionalista demais), mas não fica tentando explicá-lo por teorias da conspiração que na maioria das vezes não faz sentido, mas mostra as possíveis causas.
Nas aulas de redação, aprendi que o fato é mais importante que opinião, pois isso qualquer idiota tem. Fato não. É uma base sólida, muito mais concreta, e é pelos fatos que o documentário repercutiu tão bem.
Todos sabemos como a mídia estadunidense funciona. As pessoas são controladas pelo medo. Medo de morrer por abelhas que nunca chegaram, de uma bomba cair em cima da sua casa, e pasme, de parecer um deficiente mental. De verdade, chega a dar nojo. O medo emburrece, te coloca um cabresto.
Mas, voltando à Columbine, como era de se esperar, várias teorias foram fundamen
tadas. Depois que algo assim acontece, a televisão, filmes e games violentos, e música viram os grandes culpados. Porque sim, é MUITO mais fácil culpar culpar o Marylin Manson por influenciar os garotos do que olhar para o próprio governo, que a décadas é responsável por ditaduras e para a venda liberada de armas e munição. Dylan e Eric compraram as balas em um hiper mercado chamado K-Mart. O video dele está aqui.
Eu não pesquisei mais sobre os garotos. Mas, o que eu vi em videos gravados por eles foi, de um lado, um comportamento calmo proferindo ameaças. De outro, transparente, a raiva visível. Há quem diga que no fim das contas são vítimas. Eu não vou afirmar nada, pois não pesquisei o suficiente, e não sei se terei tempo para aprofundar esse assunto.Mas o que eu sei é que procuraram evidências e razões em coisas que pouco tem a ver. Após isso, se tornou muito mais cômodo fazer como os alemães fazem quando questinados sobre o nazismo: ignorar. Columbine virou sinônimo de vergonha.
Mas sentir vergonha e esquecer não resolve. Temos que evitar que coisas assim se repitam.

Columbine - r.i.p.

  • Rachel Scott;
  • Dan Rohrbough;
  • Kyle Velasquez;
  • Steven Curnow;
  • Cassie Bernall;
  • Isaiah Shoels;
  • Matthew Ketcher;
  • Lauren Townsend;
  • John Tomlin;
  • Kelly Fleming;
  • Corey Depooter
  • Daniel Mauser;
  • Dave Sanders;
  • John Tomlin.
Dylan Klebold e Eric Harris.
Cabe à você julgá-los.

PS: não sei porquê, a data aparece como 17\04. No entanto, postei hoje, 20\4, propositalmente. Blogspot fail.

PS 2: esta postagem sofreu modificações. Escrevi algumas incoerências, e por isso achei melhor modificar aqui. You live, you learn.